Agricultura

Casaca defende Jaime Silva e ataca Boel


 

Lusa/AOonline   Regional   28 de Nov de 2008, 09:46

Paulo Casaca saiu ontem em defesa do ministro da Agricultura, no âmbito da negociação intercalar da PAC e criticou a comissária Fischer Boel.
O eurodeputado, que reuniu ontem com o líder da Federação Agrícola dos Açores, exclamou mesmo que Jaime Silva saiu em defesa dos Açores, com “unhas e dentes”, no âmbito do dossier Sinaga.
Já a comissária europeia Mariann Fischer Boel, foi alvo de críticas do europarlamentar, que revelou a sua “incompleta incompreensão” e “total incapacidade” revelada.
“A comissária esteve aqui nos Açores e manifestou-se aberta a colaborar connosco, mas revelou a sua total oposição a que se fizesse o que quer que fosse.Não aceitou rigorosamente nada do que tínhamos proposto”. - declara Casaca.
O eurodeputado vai mais longe e refere que “não consigo entender esta posição por parte da Comissão Europeia. Fiquei extremamente desiludido com o que aconteceu”.
 Paulo Casaca espera que seja “feita justiça para que este processo “não morra”, estando confiante que será possível encontrar soluções e que a atitude de Jaime Silva “terá consequências”.
Na sua leitura, aquilo que foi recusado “eram coisas simples e com consequências absolutamente negligenciáveis em termos de mercado do açúcar”.
No que concerne  às quotas leiteiras, Casaca lembra a Fischer Boel que a situação do mercado há um ano era  diferente da actual, o que exigia uma atitude diferente.
“Quando o próprio presidente da Comissão vem reconhecer que estamos numa situação europeia de crise, propondo um vasto pacote de medidas, era necessário ter mais cautelas” - declara Casaca.
E questiona:”fala-se no sector automóvel mas o que é que faremos se a situação não for a melhor num sector tão vital para nós como o leite?”.
Paulo Casaca lançou ainda farpas para o seu colega dos Açores, Duarte Freitas, referindo não “conseguir entender que se vá para Bruxelas fazer oposição ao ministro da Agricultura”.
“Antes ainda do Conselho Europeu, sem que fossem conhecidos resultados, o ministro tinha sido completamente crucificado”.
“Não consigo entender que quando há um debate como este no Parlamento Europeu, como é que dos Açores só lá estava eu, quando nem sequer estou na Comissão da Agricultura” - refere o eurodeputado.
Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores, reafirma que o que se passou em Bruxelas “não pode satisfazer as pretensões dos agricultores”.
“Obviamente que o dr. Paulo Casaca é hoje um homem triste, amargurado por não ter conseguido mais do que queria conseguir, com todos nós” - declara o dirigente agrícola. Rita considera que esta negociação da PAC “foi a pior realizada até hoje:não foram satisfeitas nenhuma das pretensões dos Açores”.
Jorge Rita estava confiante que as negociações iam ser difíceis,  mas esta foi uma “derrota total” para os Açores.
“Não vejo como é que o senhor ministro pode cantar uma vitória para Portugal quando no caso dos Açores só se somam derrotas” - deixou claro.
O presidente da Federação Agrícola dos Açores defende no dossier quotas leiteiras uma discriminação positiva para a agricultura açoriana.

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