Eleições

Carlos César namora eleitores em superfície comercial


 

João Alberto Medeiros   Regional   15 de Out de 2008, 11:00

César almoçou ontem com milhares de pessoas no Parque Atlântico. Circulou na zona da restauração e das lojas daquela superfície comercial, sustentado que cada partido desenvolve a sua actividade como entende “mais conveniente” e “eficaz”. Na rua trabalharam outras figuras do partido

O núcleo duro do PS escolheu ontem o Parque Atlântico, para definir a estratégia a adoptar no debate que opõe , hoje, na RTP/Açores, os líderes das forças políticas que se apresentam nestas eleições.
Ao sabor de uma picanha, acompanhada de um sumo e café, a finalizar, Carlos César para surpresa de alguns e o reconhecimento de outros, lá foi dialogando com os seus colaboradores mais próximos, com a presença de Luísa César.
O jornalista surpreende o líder do PS/Açores e pergunta-lhe porque não tem saído à rua nesta campanha eleitoral:”isto também é uma rua”, disse, referindo-se à superfície comercial onde se encontrava.
Talvez seja necessário rever alguns modelos de campanha eleitoral? Carlos César prefere responder que “não há nenhuma ilha, nenhuma freguesia, nenhum lugar, nenhuma rua dos Açores que não conheça”.
“Conheço milhares e milhares de pessoas e estas pessoas também me conhecem.Não estou a dar-me a conhecer à última da hora e também já não posso fingir o que não sou realmente”.
Para justificar a sua opção por  almoçar no Parque Atlântico, César refere que “cada um desenvolve a sua actividade de esclarecimento da forma que entende mais conveniente e mais eficaz”.
César refere que está em campanha eleitoral há muito mais tempo do que os 15 dias de campanha e manifesta-se satisfeito que “no meu reconhecimento vejam um interveniente”.
O líder do PS refere que não é  verdade que não tenha feito uma campanha eleitoral convencional, tendo iniciado a campanha, de forma mais intensa no dia 22 de Setembro.Diz que saiu à rua em várias ilhas dos Açores.
Carlos César vai, entretanto, sair à rua na ilha de São Miguel na quinta e sexta feira.
Aproveitou para salvaguardar, quando confrontado pelo jornalista, que “não tenho nenhuma sondagem, em meu poder que dê a maioria absoluta ao PS. A pergunta carece de fundamento.”
Entretanto, a Freguesia da Fajã de Cima, uma das mais populosas do concelho de Ponta Delgada, foi ontem um dos alvos da campanha de rua dos socialistas.
Um popular afirma que Carlos César “está a dar troco à oposição e não devia dá-lo”.
Outro aponta que o líder do PS tem uma “boa equipa” e espera que os próximos quatro anos sejam de “esperança”.Trata-se do talhante do Largo da Fonte.
Entre vários sinais de simpatia, a comitiva liderada por Ana Paula Marques lá foi descendo a Fajã de Cima:”para quê mudar se está tudo bem?” - afirma outro popular.
Mas também houve quem estivesse ainda mergulhado em indefinição ou pura e simplesmente irá votar no PSD.
Uma popular afirma que os outros partidos “passam a vida a falar mal. Aquela mulher que aparece, se fosse do meu partido, eu tirava-lhe os queixos”.
Ficou a comitiva sem saber, concretamente, de quem falava a popular, mas imagina-se...
Hoje, Carlos César volta aos comícios, formato que tem vindo a privilegiar nesta campanha eleitoral.
Enquanto isso, a caravana socialista vai dedicar o dia ao concelho da Lagoa.
Trata-se do concelho do jovem presidente da Câmara, João Ponte, um concelho tradicionalmente socialista.
Ontem à noite, o recandidato Carlos César participou ainda num jantar-debate com associados da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, no Hotel Royal Garden.


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