Carlos César contra redução da emissão da RTP para quatro horas diárias

Carlos César contra redução da emissão da RTP para quatro horas diárias

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Ago de 2011, 07:32

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, manifestou-se  contra a redução da emissão da RTP/Açores para quatro horas diárias, considerando que é “um caminho perigoso para a coesão nacional”.

“A redução para quatro horas de emissão diária é um caminho perigoso para a coesão nacional. O Estado não deve poupar com funções de soberania, de representatividade nas regiões autónomas”, afirmou Carlos César em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada.

Para o presidente do governo regional, “poupar é bom, mas não faltam coisas para poupar na RTP”, citando como exemplo a existência de “chefias e remunerações excessivas”.

O presidente do executivo açoriano recordou que “a instalação dos centros regionais da Madeira e dos Açores foi uma obrigação assumida pelo Estado na definição do regime autonómico”, acrescentando que “a existência de um canal de televisão regional foi definido como um exercício de soberania”.

“Este é um encargo de responsabilidade nacional”, defendeu, salientando que “a TVI e a SIC fazem mais notícias do que o Canal 1 da RTP sobre os Açores”.

Nesse sentido, defendeu que o Canal 1 da RTP “está longe de responder ao serviço público regional”.

“Os açorianos também pagam taxa de rádio e televisão, são contribuintes para o serviço público”, frisou Carlos César, manifestando “estranheza” por o ministro ter afirmado o que pretende sobre o serviço público de televisão “ao mesmo tempo que nomeia um grupo de trabalho para estudar esse mesmo serviço público”.

Para Carlos César, “só quem não compreende o serviço público na região é que pode pensar” numa emissão limitada ao horário entre as 19:00 e as 23:00, questionando onde podem entrar os programas infantis, os noticiários do dia ou o tradicional programa da manhã.

O presidente do executivo açoriano manifestou a disponibilidade da Região para “conversar” sobre o futuro da RTP/Açores, mas frisou que, para isso, o ministro “tem que agendar a reunião que está pedida há muito pelo secretário regional da Presidência para debater este assunto”.

Carlos César frisou, no entanto, que o Governo Regional “não se deve responsabilizar por um serviço do Estado”, questionando que “se não tem que pagar polícias ou juízes, por que teria que pagar jornalistas para a região?”.

Nas declarações que prestou aos jornalistas, Carlos César defendeu ainda que a Assembleia Legislativa Regional, como propuseram alguns partidos, crie um grupo de trabalho para acompanhar este processo para “aclarar o serviço público”.


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