Caracas chama embaixador na Colômbia


 

Lusa / AO online   Internacional   28 de Nov de 2007, 09:25

O governo venezuelano chamou o seu embaixador em Bogotá, depois de o presidente colombiano ter revogado a mediação do homólogo Hugo Chávez para libertar reféns das FARC a troco de guerrilheiros presos, anunciou a diplomacia de Caracas.
Bogotá decidiu não ripostar, chamando o seu embaixador em Caracas, Fernando Marín, que assim continua no seu posto, mas sem alimentar polémicas com declarações públicas.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano justificou a chamada do embaixador Pavel Rondon para consultas devido à necessidade de, na sequência da crise aberta, serem “exaustivamente reexaminadas as relações bilaterais”.

Caracas e Bogotá estão de candeias às avessas desde o fim-de-semana e os presidentes dos dois países têm trocado acusações mútuas depois de Alvaro Uribe ter decidido afastar Chávez da mediação para a libertação de 45 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxista-leninista), entre os quais Ingrid Bettancourt e o luso-americano Mark Gonsalves, a troco de 500 guerrilheiros que estão encarcerados.

Uribe acusou directamente Chávez de ter “traído a boa fé” nele depositada ao telefonar para o chefe do Estado-Maior do Exército colombiano, violando assim a hierarquia.

O presidente venezuelano retorquiu classificando o alto-comissário colombiano para a paz, Luis Carlos Restrepo, como um “alto-comissário para a guerra” e denunciando a “falta de vontade para chegar a um acordo humanitário” da parte de personalidades muito próximas de Uribe.

O presidente colombiano voltou à carga, justificando que o seu país precisa de um mediador contra o terrorismo e não de um homem que o legitima.

Washington saiu em apoio de Uribe e da ideia de um acordo com as FARC, em palavras do embaixador norte-americano em Bogotá, William Brownfield, que rotulou a guerrilha colombiana de “organização repugnante”.

A Venezuela é o segundo parceiro comercial da Colômbia, depois dos Estados Unidos, com exportações este ano estimadas acima de 4.000 milhões de euros.

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