Em comunicado divulgado após o alerta do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) nos Açores para o “défice crónico de efetivos” na região, a autarquia recorda que o presidente da Câmara tem defendido “de forma consistente”, junto do Governo da República e do Ministério da Administração Interna, “a necessidade de um reforço efetivo de agentes da PSP, adequado à dimensão, dinâmica urbana e especificidades sociais do maior concelho” do arquipélago.
Na nota é também salientado que, apesar de a segurança pública ser uma competência exclusiva do Estado, o município de Ponta Delgada “tem assumido um papel ativo e complementar”, com medidas de prevenção da criminalidade e de "reforço do sentimento de segurança da população".
Entre essas medidas está a instalação do sistema de videovigilância em zonas estratégicas da cidade composto por 19 câmaras, que entrou em funcionamento em finais de julho.
O município de Ponta Delgada assinala ainda o reforço do efetivo da Polícia Municipal, "o aumento da sua presença no espaço público e o aprofundamento da articulação operacional com a PSP, numa lógica de cooperação institucional e policiamento de proximidade".
O presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral, citado na nota de imprensa, sublinha que o investimento municipal na segurança "demonstra um compromisso claro com os cidadãos, mas não substitui a obrigação do Estado em garantir um número adequado de agentes da PSP, capazes de assegurar um policiamento visível, eficaz e permanente em todo o concelho".
Câmara de Ponta Delgada defende reforço da PSP adequado às especificidades do concelho
A Câmara Municipal de Ponta Delgada considerou prioritário o reforço do efetivo da PSP no concelho, que deverá ser “adequado à dimensão, dinâmica urbana e especificidades sociais” do maior concelho dos Açores
Autor: Lusa/AO Online
