Câmara de Ponta Delgada com taxa de execução orçamental de 85% em 2018

Câmara de Ponta Delgada com taxa de execução orçamental de 85% em 2018

 

AO Online/ Lusa   Regional   1 de Mai de 2019, 04:17

 A Câmara Municipal de Ponta Delgada aprovou as contas de 2018, com uma taxa de 85% de execução orçamental e um saldo de gerência de seis milhões, mas com um resultado líquido negativo de 166.589,43 mil euros.

Os resultados, divulgados em nota de imprensa, mostram que a execução orçamental do maior município dos Açores subiu de 80%, em 2017, para 85%, em 2018, com uma execução da receita de 97,6%, estando a taxa de execução do Plano Plurianual de Investimento acima dos 70%, com 12,4 milhões de euros investidos.

Com uma receita de 46,2 milhões de euros e uma despesa de 40,3 milhões de euros, a autarquia encerrou 2018 com um saldo de gerência de cerca de seis milhões de euros.

O passivo teve uma redução superior a 3%, para o qual contribuiu uma redução na ordem dos 12% da dívida bancária, que, em 31 de dezembro de 2018, era de 12,5 milhões de euros.

A dívida total, que inclui a do setor empresarial local (Coliseu Micaelense, Cidade em Ação e Azores Parque) era de cerca de 39 milhões de euros.

Destes, 26,5 milhões de euros são dívida do setor empresarial local.

O município encerrou 2018 com um resultado líquido negativo, no valor de 166.589,43 euros, devido ao aumento da rubrica de custos com pessoal que resultou da regularização de trabalhadores precários, explica a nota.

A Câmara destaca ainda que o prazo médio de pagamentos no 4.º trimestre de 2018 é de 12 dias, menos quatro dias do que em 2017.

Os resultados dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) mostram um resultado operacional positivo, na ordem dos três milhões de euros, no serviço de abastecimento de água e um resultado operacional negativo no serviço de saneamento de cerca de 947 mil euros.

Os SMAS encerraram 2018 com um resultado líquido positivo de 2.750.759,38 euros, menos 2% do que no ano anterior.

As contas de 2018 da Câmara Municipal de Ponta Delgada, assim como as contas referentes ao mesmo ano dos SMAS, foram aprovadas, em Assembleia Municipal, com os votos favoráveis da maioria social-democrata e a abstenção do PS, do BE e do presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara (independente).

A distribuição dos resultados dos SMAS contou com os votos favoráveis do PSD e do BE e do presidente da Junta de Freguesia da Candelária (PS), e com a abstenção do PS e do presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara (independente).

Em nota de imprensa, o vereador eleito pelo PS/Açores à Câmara Municipal de Ponta Delgada, Vítor Fraga, deu a conhecer a posição socialista sobre a gestão da autarquia.

“Ponta Delgada merece – e precisa – de uma estratégia para o futuro, ao invés de uma autarquia que se limita a gerir o quotidiano, sem inovar e sem querer resolver os desafios e os problemas”, considerou.

O grupo municipal socialista questionou o presidente da autarquia sobre diversos projetos e disse ter constatado que “está tudo como estava desde o final do ano passado, com o presidente da Câmara Municipal a não conseguir prestar informação clara, detalhada e precisa sobre o ponto de situação em concreto, bem como datas previstas para o cumprimento de um conjunto de compromissos assumidos”.

Vítor Fraga apontou, como exemplos, “o projeto de ligação da Avenida D. João III com a Avenida João Bosco Mota Amaral, a execução do projeto do salão multiúsos nas Sete Cidades, o projeto de ordenamento da zona litoral de Santa Clara e da Praia do Pópulo, ou o projeto de requalificação da Estrada da Arrebentação, entre a Fajã de Cima e os Fenais da Luz”.

O grupo municipal do PS pede também que seja assegurado “o acesso em condições às mesas de voto no centro da cidade nas próximas eleições europeias”, que coincidem com o dia da procissão das Festas do Senhor Santo Cristo, a maior festa religiosa da ilha de São Miguel.


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