Bruxelas quer reforçar aposta na promoção dos produtos agrícolas da UE


 

Lusa/AO online   Economia   21 de Nov de 2013, 16:01

A Comissão Europeia apresentou um projeto de reforma da política de informação e promoção dos produtos agrícolas e alimentares europeus, que prevê um orçamento reforçado e, a prazo, uma agência executiva europeia para ajudar a conquistar mercados.

Segundo o executivo comunitário, esta nova política de promoção tem como objetivo “ajudar os profissionais do setor a penetrarem no mercado internacional e sensibilizar os consumidores para os esforços que têm vindo a ser realizados em matéria de qualidade dos produtos, com base numa verdadeira estratégia definida a nível europeu”.

“Num mundo em que os consumidores são cada vez mais sensíveis a questões como a segurança, a qualidade e a sustentabilidade dos métodos de produção alimentar, os agricultores e as Pequenas e Médias Empresas europeias têm aqui uma enorme oportunidade”, sustentou o comissário europeu da Agricultura.

Dacian Ciolos sustentou que “o setor agrícola e agroalimentar europeu é reconhecido pela qualidade dos seus produtos e o respeito de normas que não têm equivalência no mundo” e sublinhou que, “com exportações superiores a 110 mil milhões de euros, este setor tem todas as potencialidades para se tornar um fator de dinamização do crescimento e do emprego na União Europeia”.

Entre os elementos da proposta hoje apresentada pelo executivo comunitário, que terá agora de ser discutida com o Parlamento Europeu e o Conselho (Estados-membros), conta-se um “aumento significativo das ajudas destinadas às medidas de informação e promoção, a fim de reforçar a competitividade da agricultura europeia”, devendo os apoios passar gradualmente de 61 milhões de euros (orçamento de 2013) para 200 milhões de euros em 2020.

A proposta contempla também um aumento do número dos programas destinados a países terceiros e dos programas multinacionais (programas apresentados por entidades de vários Estados-membros), graças a uma taxa de cofinanciamento mais elevada para estas duas categorias (o cofinanciamento da UE passa a ser de 60%, em vez de 50%). e a inclusão das organizações de produtores no grupo de beneficiários.


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