Ambiente

Brasil é o 16º país que mais emite dióxido de carbono


 

Lusa / AO online   Economia   27 de Nov de 2007, 10:38

O Brasil é o 16º país a emitir mais dióxido carbono para o ambiente, tendo aumentado as emissões em quase 60 por cento desde 1990, revela o relatório das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano.
De acordo com o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), intitulado "Combater as Alterações Climáticas: Solidariedade Humana num Mundo Dividido", o Brasil situa-se no 16º lugar na lista dos 30 principais países com mais emissões de dióxido carbono.

Desde 1990 até 2004, aquele país aumentou as emissões em 58 por cento e contribuiu com 1,1 por cento do total das emissões de dióxido carbono no mundo.

As emissões "per capita" aumentaram também 0,4 por cento desde 1990 e até 2004.

De acordo com o relatório do PNUD, a desflorestação na região da Amazónia é uma das principais causas para o aumento da emissão de dióxido carbono do Brasil.

"Dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia indicam que a desflorestação é responsável pela emissão de cerca de 730 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano", lê-se no documento.

Numa declaração que elaborou para o relatório do PNUD, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, reconhece que a Amazónia precisa de "uma gestão sustentável".

"Foi por isso que introduzimos em 2004 um Plano de Acção para Prevenir e Controlar a Desflorestação na Amazónia. O declínio, desde 2004, da taxa de desflorestação em alguns estados como Mato Grosso demonstra que é possível reconciliar o crescimento económico com a gestão de um meio ambiente sustentável", afirma Lula da Silva na declaração.

O relatório do PNUD destaca ainda a produção brasileira de etanol, considerando que o Brasil é "mais eficiente do que os Estados Unidos da América ou a União Europeia" na produção de álcool etílico.

"O etanol produzido com cana-de-açúcar é mais eficiente na redução de emissões de carbono. O problema é que as importações de etanol brasileiro são limitadas por elevadas taxas. O levantamento dessas taxas iria gerar ganhos não apenas para o Brasil, mas para a mitigação das alterações climáticas", sublinha o relatório.

    O documento destacou ainda os benefícios que o Brasil está a obter com os investimentos no desenvolvimento de combustíveis alternativos.

"Hoje os biocombustíveis estão presentes num terço dos transportes, criando benefícios ambientais e reduzindo a dependência em petróleo importado", indica o relatório.

No documento, o PNUD sublinha que os países têm de "agir com sentido de urgência" e garante que, "mesmo com uma mitigação rigorosa, o mundo já não poderá evitar o aquecimento global sustentável na primeira metade do século XXI".

Por isso, considera que, "para a geração actual, o desafio é manter uma janela de esperança aberta através da redução das emissões de gases com efeito estufa".

O relatório "Combater as Alterações Climáticas: Solidariedade Humana num Mundo Dividido" é divulgado esta terça-feira em Brasília, capital brasileira.

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