O candidato afirmou que, enquanto presidente da República, não aceitará que o território português seja usado em ações que violem o direito internacional.
Jorge Pinto admitiu que “infelizmente isso aconteceu há muito pouco tempo”, referindo-se à passagem pelos Açores de aviões de combate com destino a Israel, que, segundo afirmou, poderão ser usados “num genocídio que está a ocorrer em Gaza”. Acrescentou ainda que o mesmo princípio deve aplicar-se a eventuais conflitos futuros, incluindo a Venezuela, sublinhando que não quer que qualquer parte do território nacional sirva para esse fim.
O candidato à presidência da República considera que o acordo atual já permite a Portugal impor limites e defende que o país deve escolher entre alinhar com um “novo mundo chefiado por líderes autoritários” ou com a defesa do direito internacional.
Sobre a Venezuela, Jorge Pinto afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou “um ataque em grande escala” para capturar Nicolás Maduro que foi retirado à força do país.
Nesse sentido, o candidato espera que Portugal, a União Europeia e a NATO não apoiem essa ação: “Hoje é a Venezuela, quem será amanhã?”, questionou.
Por fim, salientou que o próximo Presidente da
República deve ser claro ao garantir que as tropas portuguesas não serão
enviadas para guerras ilegais à luz do direito internacional.
