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BE considera que incineração é uma solução "errada”

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) nos Açores, António Lima, considerou, esta terça-feira, que os projetos de incineração constituem uma “forma errada” de produzir energia e “insustentável” em termos ambientais, responsabilizando PS e PSD.

BE considera que incineração é uma solução "errada”

Autor: Lusa/AO Online

António Lima foi à ilha Graciosa no décimo dia de campanha eleitoral para as legislativas regionais açorianas de domingo visitar o projeto de energias alternativas Graciólica e declarou à agência Lusa que existem, “infelizmente, nos Açores, investimentos muito errados em termos ambientais como, por exemplo, na área dos resíduos, com a construção de incineradoras”, uma que já funciona na ilha Terceira e outra projetada para São Miguel.

“Esta é a forma errada de se produzir energia, é ambientalmente insustentável e é um projeto político antigo do PS e do PSD de Vasco Cordeiro e José Manuel Bolieiro, que o têm apoiado direta e indiretamente”, declarou o também o candidato pela ilha de São Miguel e círculo de compensação.

Referindo-se especificamente ao projeto Graciólica, António Lima congratulou-se com a produção de energias renováveis da iniciativa e considerou-a um “contributo dos Açores para o combate global às alterações climáticas”.

O candidato reivindica que a Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA) deve desempenhar um “papel importantíssimo na produção de energia cada vez mais sustentável”.

Para o bloquista, a EDA devia “direcionar os seus investimentos para a produção de energia sustentável, revendo a sua política de distribuição de dividendos, que não tem sido nada adequada nos últimos anos”.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.


 
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