BE aponta "fracasso" do Governo dos Açores

BE aponta "fracasso" do Governo dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Nov de 2013, 17:11

O BE lamentou esta terça-feira que o orçamento dos Açores para 2014 dê continuidade às políticas que fracassaram no último ano, enquanto o PCP mostrou disponibilidade para "encontrar soluções" desde que os socialistas rompam com

 

O parlamento dos Açores começou esta terça-feira a debater, na Horta, os documentos orçamentais da região (plano anual de investimentos e orçamento) para o próximo ano.

Na abertura do debate, a deputada do BE, Zuraida Soares, considerou que a política do Governo Regional de Vasco Cordeiro, que acaba de cumprir o primeiro ano de mandato, é "claramente um fracasso sob vários pontos de vista", apontando o crescimento da taxa de desemprego e da pobreza, como demonstra, considerou, a distribuição de sopas por instituições sociais.

Zuraida Soares condenou, por isso, que o orçamento para 2014 dê "continuidade às políticas do passado", quando são necessárias "políticas de ataque", "anticíclicas a sério", principalmente num ano em que os açorianos vão pagar mais impostos.

Para a deputada, os apoios às empresas "já deram o que tinham a dar", como prova o "desemprego que não para de aumentar", defendendo que é necessário dinamizar o mercado interno dos Açores também através do aumento do rendimento disponível das famílias.

Zuraida Soares lamentou que o PS tenha sucessivamente chumbado propostas da oposição nesse sentido, como o aumento do acréscimo ao salário mínimo nos Açores (contrariando aquilo que os socialistas defendem na República). A deputada considerou ainda "vergonhoso" que o Governo açoriano proponha para 2014 um aumento de um euro dos complementos de pensão.

Também o deputado do PCP, Aníbal Pires, defendeu o fomento “verdadeiro” do mercado interno da região, num contexto em que milhares de açorianos têm rendimentos abaixo do limiar da pobreza e vivem uma "situação dramática a que é preciso atender".

O PCP está "disponível para encontrar soluções", mas para isso é necessário que o PS dê sinais de rutura com "o modelo" que tem implementado na região, afirmou.

Em concreto, Aníbal Pires defendeu uma distribuição dos rendimentos mais equilibrada e a valorização do trabalho e dos trabalhadores.

Reconhecendo que há na proposta de orçamento uma "intenção" de reposição dos cortes decididos na República para funcionários e pensionistas, Aníbal Pires disse que, no entanto, é necessário ir mais longe, defendendo mais uma vez maiores aumentos para os complementos de pensão e do salário mínimo e a diminuição da fatura da eletricidade para empresas e famílias.

Quanto à maioria PS, através do deputado Francisco César, manifestou apoio aos documentos orçamentais do executivo açoriano, dizendo que perante a política de austeridade seguida na República e às previsões para a economia europeia, resta aos socialistas dos Açores "procurar uma agenda compensatória" que "privilegie a competitividade e a sustentabilidade" da economia e seja, ao mesmo tempo, "provedora dos cidadãos, das famílias e das empresas".

Francisco César disse ainda que o PS está disponível para "concertar medidas e alterações" aos documentos orçamentais e afirmou que todos os partidos "estão convocados" a ajudar o executivo regional e o PS com propostas "que melhorem esta via açoriana".

O PPM não fez ainda qualquer intervenção no debate.


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