Rússia

Autoridades russas impõem "estado de operação antiterrorista" na Inguchétia


 

LUSA/AO   Internacional   28 de Ago de 2008, 11:32

As autoridades russas impuseram o “estado de operação antiterrorista” na Inguchétia, anunciou a agência Ria-Novosti, citando uma informação do Estado Operativo da Inguchétia.
Segundo essa fonte, “os órgãos de segurança dispõem de informação de que, no território da vila inguche de Surkhaki, se escondem membros de bandos que cometeram crimes particularmente graves nos territórios da Inguchétia e da Tchetchénia”.

    Por isso, as autoridades decidiram declarar a vila de Surkhaki “zona de operação antiterrorista”.

    “Na citada região, durante o período de realização da operação e até ao seu termo, irá vigorar uma série de limitações, nomeadamente será reduzido o acesso dos cidadãos aos meios de transporte terrestres, as pessoas serão revistadas e sujeitas a outras medidas previstas na lei”, informa o Estado Operativo.

    As autoridades apelam aos habitantes que conservem a calma, não permitam o caos e desordens, bem como não se imiscuam no trabalho dos órgãos de segurança.

    A Inguchétia é uma republica do Cáucaso do Norte russo que faz fronteira com a Ossétia do Norte e a Tchetchénia.

    Nos últimos anos, a guerrilha separatista islâmica tem vindo a intensificar as operações militares nessa república.

    É cada vez maior a contestação contra o Presidente da Inguchétia, Murat Ziazikov, antigo general do KGB, e continua por resolver o problema territorial entre esta república e a vizinha Ossétia do Norte.

    Em 1944, quando o ditador José Estaline deportou o povo inguche para a Sibéria e o Cazaquistão, parte do território inguche (região de Prigorod) foi entregue à Ossétia do Norte. Nos anos 90 do século passado, quando da desintegração da URSS, os inguches tentaram recuperar as suas terras, dando início a uma guerra contra os ossetas.

    As tropas russas congelaram o conflito e parte da população inguche teve de abandonar a Ossétia, mas os inguches não perderam a esperança de recuperar o território perdido.

    Segundo o bissemanário Novaya Gazeta, quando da operação militar russa contra a Geórgia, cerca de 300 polícias inguches demitiram-se dos cargos para não serem enviados “em ajuda da Ossétia do Sul”.

    Nos últimos tempos têm-se registado quase diariamente ataques da guerrilha contra polícias, militares e civis.

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