Autoridade Palestiniana aceita arbitragem dos EUA


 

Lusa/AOonline   Internacional   10 de Nov de 2007, 10:37

A Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) aceitou um mecanismo proposto pelos Estados Unidos para aplicar a primeira fase do Roteiro para Paz, anunciou hoje o chefe negociador palestiniano para as conversações com Israel, Ahmed Qurea.
 "Aceitamos a proposta norte-americana que estipula que a Administração dos Estados Unidos será o árbitro" para a adopção da iniciativa, disse Qurea ao jornal Al-Ayyam publicado na cidade de Ramallah.

    Trata-se da primeira vez que Washington adopta um papel preponderante no processo de paz entre israelitas e palestinianos em vez fazê-lo através do Quarteto para o Médio Oriente, que elaborou o Roteiro para a Paz e que é integrado pelos Estados Unidos, Rússia, ONU e União Europeia (UE).

    O antigo primeiro-ministro palestiniano acrescentou que actualmente está a ser criada uma comissão trilateral, formada por palestinianos, israelitas e norte-americanos, que ficará encarregada de supervisionar a aplicação do plano.

    A primeira fase do Roteiro para a Paz estipula que a ANP deve levar a cabo reformas constitucionais e impedir a violência, enquanto que Israel deve travar a expansão de colonatos e desactivar os enclaves ilegais judaicos na Cisjordânia.

    De acordo com diversas fontes, o primeiro-ministro do governo interino palestiniano, Salam Fayad, nomeado para dirigir o Executivo da Autoridade Nacional Palestiniana após a ocupação da Faixa de Gaza pelo Hamas em Junho passado, representará a ANP na comissão trilateral, enquanto que o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, representará o seu país.

    Qurea negou as informações que indicam que já existe um documento conjunto para apresentar na conferência internacional de Annapolis (Estados Unidos) no final deste mês, especificando que Israel e a ANP continuam a negociar várias questões.

    O negociador palestiniano descreveu as actuais conversações com Israel como "sérias, mas duras e centradas em todas as questões", principalmente a definição de um mecanismo de controlo a implementar após a conclusão da reunião de Annapolis. 

   
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