Aumento da quota de pesca de atum patudo abrange todo o país

Aumento da quota de pesca de atum patudo abrange todo o país

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Set de 2013, 18:11

A cooperativa de pescadores dos Açores Porto de Abrigo sublinhou hoje que o aumento da quota de pesca de atum patudo para mais 250 toneladas é nacional, abrangendo por isso a região.

O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira, Manuel António Correia, anunciou na segunda-feira que os pescadores podem apanhar este ano mais 250 toneladas de atum patudo.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, a Porto de Abrigo informa "que a quota é nacional pelo que também os pescadores açorianos serão beneficiados pela extensão de captura agora anunciada".

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, congratulou-se, também num comunicado, "com o desfecho favorável das negociações para reforço da quota de atum patudo disponibilizada para Portugal, encontrando-se já a Direção Regional das Pescas a organizar com a Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos a reabertura da pescaria".

"A proposta apresentada pelos Açores prevê a limitação nas descargas por embarcação a cinco toneladas por dia, a proibição de descarga de atum patudo com peso inferior a 10 quilos e, por fim, que a pescaria só seja reaberta a partir do próximo dia 1 de outubro", acrescenta o mesmo comunicado, revelando que o reforço agora conhecido “corresponde à pretensão da Região pedida em maio último.”

Porém, e citando o diretor regional das Pescas, Luís Costa, o mesmo comunicado sublinha que a quota nacional atual, que ronda as 5.025 toneladas, "se tem revelado nos últimos anos manifestamente insuficiente” e que os Açores vão “continuar a desenvolver esforços junto do Governo da República, da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT) e da União Europeia" para que seja aumentada.

Apesar de a quota nacional rondar as 5.025 toneladas, "este ano, contudo, só se pôde capturar 4.729”, porque a União Europeia fez um acerto “devido à sobrepesca verificada em 2012", explica ainda o comunicado do Governo dos Açores.


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