Energias alternativas

Aterro sanitário transmontano vai produzir electricidade


 

Lusa / AO online   Nacional   31 de Out de 2007, 16:41

O gás produzido pelos resíduos depositados no aterro sanitário do Nordeste Transmontano garantiria electricidade a 750 habitações, um potencial energético que vai ser aproveitado no âmbito de um projecto apresentado esta quarta-feira em Bragança.
A empresa intermunicipal responsável pela gestão e tratamento dos resíduos sólidos urbanos, a Resíduo do Nordeste, decidiu constituir uma sociedade com uma empresa privada do sector, a Painhas, SA, para o aproveitamento energético do biogás do aterro sanitário.
A nova sociedade vai chamar-se Nordeste Energia - Energias Renováveis e tem um capital social inicial de cinco mil euros, subscrito em 75 por cento pela Painhas, SA e 25 por cento pela Resíduos do Nordeste.
O aterro sanitário recebe o lixo dos doze concelhos do distrito de Bragança mais o de Vila Nova de Foz Côa, na Guarda e foi, há dez anos, o primeiro a funcionar como uma solução conjunta para diversos municípios.
Localizado na Terra Quente Transmontana, em Urjais, o aterro será também um dos primeiros do pais a desenvolver um projecto de aproveitamento do biogás produzido pelos resíduos.
A energia produzida neste sistema será vendida à rede eléctrica nacional.
De acordo com o presidente do conselho de administração da Resíduos do Nordeste, Eugénio de Castro, a parceira privada assumirá o investimento de 1,15 milhões de euros para a construção da central de valorização energética.
A Resíduos do Nordeste receberá anualmente uma receita de 50 mil euros, equivalente a cerca de um quarto da produção de energia estimada e facturada à EDP.
Segundo as estimativas dos responsáveis, o biogás resultante das cerca de 55 mil toneladas de resíduos, depositadas anualmente no aterro, produzirá electricidade equivalente ao consumo de 750 habitações.
A nova sociedade, que ainda vai ser oficializada, prevê que o novo sistema esteja a funcionar dentro de "alguns meses" e tem também como objectivo futuro a exploração de outras fontes de energias renováveis.
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