Ataque da ETA em França alvo de protestos


 

Lusa/AOonline   Internacional   1 de Dez de 2007, 17:49

Partidos políticos, instituições e associações de apoio às vítimas juntaram-se hoje na condenação do atentado da ETA no sul de França, o primeiro mortal desde o fim do cessar-fogo declarado pela organização terrorista.
Um agente da Guarda Civil morreu e outro ficou ferido com gravidade quando foram baleados por dois homens, alegadamente da ETA, à saída de um centro comercial no sul de França onde estavam a participar numa operação de vigilância à organização terrorista.

    Os reis e os príncipes das Astúrias enviaram já mensagens de condolências à família das vítimas e ao director-geral da Guarda Civil, Joan Mesquida, expressando a condenação da acção terrorista e reiterando o apoio às Forças de Segurança.

    Praticamente todas as forças políticas condenaram já o atentado, que levou o primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero a cancelar a sua agenda política e a declarar ao país o empenho das autoridades no combate aos terroristas.

    Mariano Rajoy, líder do Partido Popular (PP), reagiu também de imediato, condenando o atentado e sublinhando a "energia e coragem" das forças de segurança, enquanto Manuel Chaves, presidente do PSOE reafirmou que "nunca ninguém conseguirá nada com a violência".

    Gaspar Llamazares, coordenador-geral da Esquerda Unida (IU) assegurou que a lógica da democracia é a única que acabará com o terrorismo, condenando o atentado e defendendo "respostas políticas" às acções terroristas.

    O atentado foi ainda condenado por responsáveis do PNV e do governo basco, que lamentaram a morte do agente da Guarda Civil, notando que a acção marca o regresso a métodos antigos da ETA.

    O governo regional de Madrid, de onde são oriundas as duas vítimas, decretou já um período oficial de luto de dois dias.

    Desde o início da sua actividade, a ETA foi já responsável

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