Associação CASA luta pela educação sexual nas escolas


 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Nov de 2009, 10:36

Exigir uma disciplina de educação sexual nas escolas e lutar pela "universalidade do direito à felicidade" são objectivos da CASA - Centro Avançado de Sexualidades e Afectos.

Em declarações à Lusa, o presidente da CASA, criada a 03 de Setembro, afirmou que esta associação sem fins lucrativos surge para "tentar acabar com tabus, informar e fazer formação na área da sexualidade".

"Vamos tentar suprir uma enorme lacuna", disse, "pretende-se que a CASA seja uma associação nacional na área da sexualidade".

O sexólogo Manuel Damas sustentou que o que interessa é demonstrar que as sexualidades e os afectos são direitos inalienáveis do ser humano e que o direito à felicidade não pode ser condicionado por políticas de interesse ocasional.

A CASA tem já no terreno alguns projectos, designadamente lutar pela criação de uma disciplina de educação sexual nas escolas, disponibilizando-se para, de forma gratuita, deslocar-se aos estabelecimentos de ensino.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é outro dos temas pelos quais a associação se vai debater, estando já prevista a realização de um debate no dia 11, no Porto.

"Vamos contar com representantes de todos os partidos representados no Parlamento, membros da Igreja e pessoas ligadas às sexualidades", adiantou Manuel Damas, para quem é fundamental "lutar pela universalidade do direito à felicidade".

O plano de actividades da associação prevê também criar consultas de medicina, psicologia e sexologia para os seus associados, bem como "denunciar a violência conjugal nos casais homossexuais", acrescentou Manuel Damas.

Segundo referiu, "o número de casos não é residual e queremos denunciar este tipo de coisas de que não se fala".

A CASA pretende ainda "conseguir um ciclo de cinema sobre afectividade e sexualidade" no Porto, bem como realizar uma gala anual em que será escolhida uma personalidade que se tenha distinguido na defesa destes temas e feito trabalho.

A Carta de Intenções da CASA fala em "promover a igualdade, combater todos os actos discriminatórios, especialmente os de género, denunciar todas as formas de violência, inclusive a sexual, apoiar e divulgar as diversas estratégias de vivenciar os afectos".

A quota mensal da CASA é de cinco euros para profissionais e de dois euros para estudantes, sendo gratuita para desempregados.


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