Associação Amigos dos Açores alerta para implicações da incineração

Associação Amigos dos Açores alerta para implicações da incineração

 

Lusa/AO online   Regional   22 de Nov de 2013, 11:43

O presidente da associação ambientalista Amigos dos Açores, Diogo Caetano, afirmou esta sexta-feira que o recurso à incineração no arquipélago terá implicações futuras ao nível ambiental, económico e social, fazendo retroceder a política de separação de resíduos.

“Entendemos que a todos os níveis, quer ambiental, que tem sido a nossa principal questão, mas também ao nível económico e social, sobretudo ao nível do emprego, certamente que acaba por ser uma opção que não identificamos vantagens em qualquer um dos quadrantes”, afirmou  Diogo Caetano.

O novo presidente da Associação de Municípios da Ilha de S. Miguel (AMISM) afirmou no início da semana que o projeto de incineração de resíduos, defendido por anteriores direções, iria avançar na maior ilha açoriana de forma “rápida e eficaz”.

Os Amigos dos Açores têm sido uma das vozes críticas quanto à aplicação da incineração na região, tendo mesmo em 2011 lançado uma petição pública na Internet contra o projeto, que reuniu cerca de 500 assinaturas.

“Discordamos do modelo de incineração como modelo para os Açores. Discordamos da instalação de duas incineradoras, uma na ilha de São Miguel e outra na Terceira, que funcionariam num sistema de recolha de resíduos de modo subsidiário”, disse Diogo Caetano, para quem o modelo preconizado “não maximiza a reciclagem, nem cumpre as metas europeias definidas”.

Para o presidente da associação ambientalista, além dos riscos de poluição, o surgimento da incineração no arquipélago significaria “um retrocesso na política de separação de resíduos, bem como na redução do consumo de recursos”.

Segundo Diogo Caetano, a incineração é um “investimento avultado” e os Açores teriam depois de importar tecnologia e recorrer a mão-de-obra externa para apoio ao funcionamento do equipamento.

“Vamos continuar o nosso trabalho de dissuasão e informação da população. Baixar os braços não faz parte da nossa atividade”, referiu o responsável, que aguarda com “expectativa” o resultado das queixas apresentadas pela associação ambientalista Quercus junto das instâncias europeias.


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