Associação admite contestar novas regras de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo

Associação admite contestar novas regras de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Jul de 2018, 15:26

A Associação Mar à Vila, admitiu esta quinta-feira participar em manifestações de contestação ao novo regulamento de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo, devido ao "impacto social e económico" que vai causar.

Desde 1 de julho que o ilhéu de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, tem um novo regulamento de acesso para as visitas efetuadas de barco, estabelecendo um limite diário de 400 pessoas, com um máximo de 200 visitantes em simultâneo, durante a época balnear, entre 1 de junho e 14 de outubro.

Permite ainda, de 15 de outubro a 15 de abril, visitas àquela área protegida, mas obrigatoriamente acompanhadas por um Guia de Parques Naturais, com o limite de 160 pessoas por dia, sendo o máximo de 40 visitantes em simultâneo.

Numa nota de imprensa, a Associação Mar à Vila (MAV), dos utentes das zonas de domínio hídrico de Vila Franca do Campo, sublinhou que, "atendendo ao impacto social e económico que a entrada do Regulamento tem motivado, junto da população e dos mais diversos agentes económicos, são esperadas manifestações públicas durante as próximas semanas, especialmente na data de realização do evento do ‘Red Bull Cliff Diving’, às quais a MAV se associará".

Um dirigente da associação confirmou à Lusa que está agendada para esta quinta-feira uma reunião com responsáveis do governo açoriano para "discutir e encontrar soluções para o regulamento".

"Não se entendem os novos condicionalismos de entrada no Ilhéu para os tradicionais Caiaques da Vila, assim como não se percebem as interdições ao mergulho recreativo durante a época balnear", sustentou o comunicado, que destacou a importância daquela reserva natural do ponto de vista turístico, com impactos no desenvolvimento e economia local, e a forte relação dos Vilafranquenses com o seu ilhéu.

A associação referiu ainda que, no âmbito do regulamento, "são consideradas três formas de acesso ao Ilhéu, nomeadamente a fruição da zona balnear; contemplação dos valores paisagísticos e culturais; estudo e investigação", considerando que "as duas primeiras formas são complementares e, como tal, de difícil desagregação".

A MAV disse ainda não entender porque motivo o Clube Naval de Vila Franca pode apenas explorar as viagens turísticas ao ilhéu durante três meses, ficando os restantes reservados para empresas turísticas.

Aquela associação defendeu também "a necessidade imperiosa" de o Governo açoriano criar uma estrutura de apoio à visitação do ilhéu, tipo Centro de Interpretação no ilhéu, uma "formação vulcânica submarino singular, que se formou há cerca de 3.000 anos, manteve presença constante na vivência de Vila Franca do Campo e dos seus habitantes ao longo da sua história secular".


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