APCSM com novos equipamentos

APCSM com novos equipamentos

 

João Cordeiro   Regional   16 de Dez de 2008, 09:46

A Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel (APCSM) recebeu ontem, da Fundação Portugal Telecom, seis computadores e software desenvolvidos especificamente para pessoas com necessidades especiais, assim como o acesso à Internet e a garantia da realização de acções de formação com terapeutas e professores desta instituição, no âmbito do projecto “Estrela”, que apoia as associações de paralisia cerebral de todo o país na criação de Centros de Inclusão Digital.

Os equipamentos ontem entregues destinam-se essencialmente à melhoria da comunicação aumentativa ou alternativa das crianças e jovens que frequentam a APCSM, “porque grande parte não tem comunicação verbal, não pelas suas capacidades cognitivas mas pelas suas limitações motoras”, explica Teresa Mota, presidente da associação.
Estes equipamentos vêm assim dar a estas crianças a possibilidade de comunicarem através do computador com a família e com os técnicos, proporcionando um maior desenvolvimento das suas capacidades cognitivas.
Cada programa é feito à medida das necessidades de cada criança, que consoante as suas capacidades e limitações pode utilizar manípulos de mão, manípulos de cabeça, ou mesmo ecrãs tácteis. “Tudo isto é estudado e testado e depois, com muito treino e muita paciência, as crianças e jovens vão desenvolvendo as suas capacidades. A partir daí há um grande caminho a percorrer”, disse a presidente da associação.
Os equipamentos entregues pela Fundação Portugal Telecom fazem parte de uma linha vocacionada para o combate à info-exclusão de pessoas com deficiência, com doenças severas ou ainda idosas.
Criada em 2005, a APCSM presta apoio a cerca de trinta crianças e jovens através de sessões de fisioterapia, terapia da fala, psicologia e ensino especial.

Entrega de cadeira de rodas eléctrica
A cerimónia realizada ontem foi também marcada pela entrega de uma cadeira de rodas com motor eléctrico ao jovem Rúben, com paralisia cerebral.
“Independência” é a palavra que Maria Guiomar, mãe da criança, utiliza para explicar o que vai mudar na vida do filho, que até agora dependia sempre de alguém para se deslocar.
Maria Guiomar considera que o trabalho da APCSM “é muito importante” para as famílias dos portadores de paralisia cerebral, uma vez que, quando é necessário, sabem que têm um sítio onde os podem deixar, no qual as pessoas sabem lidar com as suas limitações e onde as crianças e jovens “aprendem a expressar-se”.
Desde que começou a frequentar a associação, depois das aulas na escola, “o Rúben teve uma grande evolução”, garante a mãe.


Postura e movimento são afectados

A paralisia cerebral é uma perturbação do controlo da postura e do movimento, que resulta de uma anomalia ou lesão não progressiva que atinge o cérebro em desenvolvimento. Para além das perturbações motoras, são frequentes nas pessoas com paralisia cerebral o atraso cognitivo, perturbações visuais e auditivas, epilepsia, dificuldades de aprendizagem e défice de atenção. A paralisia cerebral pode ainda provocar dificuldades alimentares, perturbações nutricionais e infecções respiratórias. Em grande parte dos casos, o problema tem origem antes do nascimento da criança. Quanto à paralisia cerebral provocada após o nascimento, as principais causas são a asfixia, os traumatismos cranianos e as sequelas de infecções que afectam o cérebro.

 

 

 

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