A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou 34 vítimas de violência em contexto escolar na Região Autónoma dos Açores entre 2020 e 2025, de acordo com as Estatísticas APAV divulgadas por ocasião do Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas.
No mesmo período, a nível nacional, a APAV registou 1.249 vítimas. Em 2020 foram contabilizados 146 casos, seguindo-se 181 em 2021, 246 em 2022, 229 em 2023, 215 em 2024 e 232 em 2025. No conjunto dos seis anos, verifica-se um aumento de 58,9% no número de casos em 2025 face a 2020.
A maioria das vítimas apoiadas era do sexo feminino (64,7%) e a faixa etária mais representativa, à data do primeiro contacto com a associação, foi a dos 11 aos 14 anos, com 375 casos. Seguiram-se as faixas etárias dos 6 aos 10 anos (233 casos), dos 15 aos 17 anos (223 casos), dos 25 ou mais anos (160 casos), e dos 18 aos 24 anos (101 casos).
Foram ainda registados 51 casos envolvendo crianças dos 0 aos 5 anos, existindo 106 situações sem informação quanto à idade da vítima.
Relativamente à nacionalidade, 81,2% das vítimas eram de nacionalidade portuguesa, enquanto 8,3% das vítimas são de nacionalidade estrangeira. Além disso, não há informação de nacionalidade de 10,49% das vítimas.
No que diz respeito ao perfil das pessoas agressoras, foram identificadas 1.349, maioritariamente do sexo masculino (55,6%). Em 39,4% das situações, a pessoa agressora era colega de escola ou de trabalho da vítima, enquanto 9% dos casos identificados está/esteve numa relação de intimidade com a vítima.
Quanto à apresentação de queixa ou denúncia, os dados indicam que 50,1% das vítimas avançaram com denúncia junto das entidades judiciais e/ou judiciárias, enquanto 40,4% optaram por não formalizar o processo.
Relativamente à área de residência das vítimas, os distritos com maior número de casos reportados foram Lisboa (289), Porto (170), Braga (135), Faro (130) e Setúbal (101).
Em sentido inverso, os distritos com menor número de ocorrências registadas foram Bragança (2), Guarda (6), Beja (6), Évora (11) e Viana do Castelo (11). No entanto, há 107 casos em que não é conhecido o distrito da vítima.
Ainda segundo a APAV, sobre a apresentação de queixa ou denúncia por parte da vítima, os dados indicam que 50,1% das vítimas formalizaram o processo junto das entidades judiciais e/ou judiciárias, enquanto 40,4% não o fizeram.
A APAV sublinha que disponibiliza apoio jurídico, psicológico e social gratuito e confidencial, acessível também nos Açores, através da Linha de Apoio à Vítima 116 006, gratuita e em funcionamento nos dias úteis, das 8h às 23h, bem como através da sua rede nacional de serviços de proximidade.
