Agricultura

Antecipado pagamento de ajudas directas à lavoura

Antecipado pagamento de ajudas directas à lavoura

 

Lusa / AO online   Economia   18 de Nov de 2009, 15:06

O ministro da Agricultura, António Serrano, anunciou esta quarta-feira a antecipação do prazo e o pagamento de 100 por cento das ajudas directas aos agricultores, relativas à campanha de 2009, no valor de 300 milhões de euros.
“É dinheiro correspondente à campanha de 2009, que é dos agricultores, que não estava pago ainda e que decidimos pagar na primeira oportunidade logo que cheguei ao ministério. Decidimos pagar 100 por cento das ajudas directas, dinheiro dos agricultores, entre 30 de Novembro a 2 de Dezembro”, disse António Serrano, após a contratualização de mais 4,5 milhões de incentivos ao sector, que decorreu em Alcochete.

O ministro garantiu que não vai haver qualquer retenção, afirmando que será pago tudo àqueles que “tiverem a situação administrativa regularizada e os controlos verificados”, numa medida que vai abranger “mais de 140 mil beneficiários”.

António Serrano explicou ainda que a única alteração de fundo que há é que foi decidido pagar de uma única vez aquilo que é um dinheiro dos agricultores, antecipando-se também o prazo, que terminava a 23 de Dezembro.

“É um dinheiro de campanha, que tem a ver com o regime de pagamento único que se aplica a vários sectores, e que naturalmente é verba importantíssima para a tesouraria de quem trabalha diariamente nas suas explorações”, salientou.

O ministro da Agricultura afirmou também que está “atento” à situação dos pequenos e médios agricultores, anunciando que estão a ser preparadas medidas.

“Nas medidas que estamos a preparar estamos a trabalhar neste domínio e até ao final do mês contamos ter essas medidas consolidadas e discutidas em Conselho de Ministros. Nessa altura terei oportunidade de as anunciar”, referiu.

Em relação às verbas do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) comprometidas até ao momento, António Serrano afirmou que dos 4,4 mil milhões de euros para todo o período de programação estão comprometidos cerca de 920 milhões de euros, estando 520 milhões já pagos.

“É pouco. Queremos acelerar muito este crescimento, o que nos interessa é pagar rapidamente e desbloquear o sistema”, concluiu.

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