Açoriano Oriental
André Ventura recusa acordos do Chega com PSD e CDS

O líder do Chega disse este sábado que o partido não quer fazer acordos nem entendimentos com o PSD e o CDS, deixando a mesma resposta para ambos: “Não obrigado, não queremos nem aceitamos”.

André Ventura recusa acordos do Chega com PSD e CDS

Autor: AO Online/ Lusa

Num jantar da distrital de Leiria do Chega, André Ventura considerou que a resposta do presidente do PSD, Rui Rio, sobre um eventual acordo foi “meio atabalhoada”.

“Esta semana disse, de forma assim meio atabalhoada, que sim [sobre a possibilidade de um acordo], 'mas se eles se mudarem'. Nós, este bando de insurrectos, fascistas e racistas... Como se estivéssemos à venda ou como se fossemos o CDS do século XXI”, criticou.

Para André Ventura, “por muito que nos ofereçam lugares ou 'lugarinhos', a força do Chega será sempre a força de denunciar o que está mal. Por isso aqui fica a resposta: Rui Rio, não obrigado, não queremos nem aceitamos”.

O líder demissionário, que anunciou a recandidatura ao Chega nesta noite, considerou que o PSD “perdeu a coluna vertebral” com a aprovação do fim dos debates quinzenais, com “os orçamentos sistematicamente aprovados” e “quando Rui Rio e António Costa andavam a 'dançar' os dois a mesma música”.

“Agora que António Costa lhe virou as costas, virou-se para nós. Que deceção”, frisou.

Mas, reforçou Ventura, “mais engraçado do que Rui Rio dizer que quer acordos, é ouvir o líder do CDS”, Francisco Rodrigues dos Santos, com “aquela calcinha bege, sapato da linha de Cascais, muito direito, com os olhos muito arregalados, dizer 'não há nenhuma possibilidade de entendimento com o Chega, zero! Porque nós não vamos em autoritarismos nem em coisas do passado'”.

“Isto dito pelo 'Chicão', experiente da vida, valente do coração e que, todos sabemos, nunca cede e que nunca tem medo, nem quando houve o terramoto onde ele estava a falar [num discurso na Madeira em março deste ano]”, ironizou.

O líder do Chega disse ainda que um acordo com condições impostas pelo CDS “só podia ser para rir”, porque é “um partido que quase desapareceu nas sondagens” e que “no parlamento não se faz ouvir”, e que recusa acompanhar o Chega quando em matérias sobre “minorias em Portugal a viver à custa do Estado”, na redução do número de deputados ou quando o Chega diz que os contribuintes estão "a pagar metade do ano para sustentar quem não quer fazer nada”.

“Então o CDS tem de levar a mesma resposta que damos ao PSD: não obrigado e não queremos, fiquem com a vossa insignificância!”, exclamou.

André Ventura considerou ainda que o Chega “nunca mais” se deixará apanhar pelo PCP nas sondagens, porque “este povo nunca mais vai adormecer” e promete alcançar o BE e até o PS.

“Quando disserem: podem ganhar a todos, mas nunca vão superar o PS, nós dizemos 'esperem para ver'. Para António Costa, deixamos um aviso: pode-se enganar algumas pessoas durante algum tempo, pode-se enganar muita gente durante muito tempo, mas não se engana um país inteiro a vida toda. Em breve serás exposto e a fraude que o PS representa será denunciada em Portugal mais cedo do que se espera!”, sublinhou André Ventura.

 


 
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