PS confirma buscas da PJ na sede nacional relacionadas com atividades de trabalhador

O PS confirmou que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede nacional, em Lisboa, afirmando que as diligências estão relacionadas com um dos seus trabalhadores e não com o partido



“O Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do Partido Socialista, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores”, refere o PS, em comunicado enviado à Lusa.

No mesmo comunicado, o PS sublinha que o partido “não é, como tal, visado pela investigação” da Polícia Judiciária.

O PS acrescenta que está a colaborar com a PJ em tudo o que está a ser solicitado, “no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito”.

O comunicado do PS foi divulgado na sequência de uma operação da Polícia Judiciária em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, envolvendo a adjudicação de contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia, e da qual resultaram cinco detenções.

Segundo a CNN Portugal, um dos detidos será Duarte Moral, assessor de imprensa do PS.

Sobre a operação, a Polícia Judiciária (PJ) indicou que até ao momento foram realizadas quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma, e constituídos 37 arguidos.

Em causa está a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.

Na nota, a PJ diz que na operação estão em causa “procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público”.

Segundo noticiou a CNN Portugal, a operação da PJ, “uma das maiores operações do ano na área do combate à corrupção”, está centrada num “alegado esquema de favorecimento associado ao poder autárquico do PS em Lisboa”.

De acordo com o canal televisivo, a investigação tem como epicentro a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, anteriormente liderada pelo socialista Miguel Coelho, um dos visados nas diligências em curso.

“Em causa estarão alegados favorecimentos na contratação de militantes socialistas e na adjudicação direta de serviços a empresas ligadas ao partido, num montante que terá ultrapassado os 800 mil euros entre 2016 e 2022”, segundo a CNN.

 A operação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, intitulada “Imergente”, visa o cumprimento de 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra.

 A operação mobilizou cerca de 400 inspetores e peritos da Polícia Judiciária e sete magistrados do Ministério Público.

 Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

 O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.


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