Educação

Analfabetismo ainda atinge cerca de 16 por cento da população mundial adulta


 

Lusa/AO online   Nacional   6 de Set de 2011, 18:04

Cerca de 16 por cento da população adulta mundial não sabe ler nem escrever, conclui-se a partir de dados revelados hoje pela UNESCO, organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
Com base em dados referentes a 2008, a agência da ONU indica que o total de adultos analfabetos naquele ano atingia os 796 milhões, mais de metade (412 milhões) no sul da Ásia e outros 176 na África subsariana, regiões que somam três quartos (74 por cento) da população mundial incapaz de ler ou escrever.

Embora não referida nos dados divulgados a propósito do Dia Internacional da Alfabetização, que será assinalado na próxima quinta-feira, a população mundial, segundo dados da própria ONU, rondava em 2008 os 6.650 milhões de pessoas, 73 por cento das quais (4.855 milhões) tinham mais de 15 anos, idade a partir da qual o indivíduo é considerado adulto nas estatísticas da UNESCO.

Com base nestes dados, os cálculos apontam para cerca de 16 por cento de analfabetos no mundo, dois terços dos quais são mulheres.

Por países, é na África subsariana que se encontram os maiores índices de analfabetismo entre a população adulta: Mali (74 por cento), Burkina Faso e Níger (71 por cento), Chade (66 por cento), Etiópia (64 por cento) e Senegal (58 por cento) são alguns dos países onde mais de metade da população não consegue ler nem escrever.

Desde há 20 anos, a taxa de evolução da população alfabetizada aumentou oito por cento a nível global – seis por cento na população masculina e dez por cento nas mulheres.

Em Portugal, a última taxa oficial de analfabetismo, apresentada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), tem dez anos (Censos de 2001) e um valor percentual de 9,03 por cento.

Por grupos, a UNESCO coloca o país no grupo com taxa de alfabetização entre os 90 e 100 por cento, a par dos restantes países europeus, Rússia, China, Ásia Central e quase toda a América Latina.

Sobre os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia o estudo não apresenta quaisquer dados, tal como sucede com o Afeganistão e o Iraque.

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