Saúde

Alzheimer com diagnóstico precoce


 

Rita Vasconcelos Rebelo   Regional   7 de Dez de 2007, 09:20

A doença de Alzheimer não tem cura nem se pode prevenir mas pode ser retardada. Daí a importância de um diagnóstico atempado para avançar para a terapêutica adequada, com vista a atrasar a sua evolução.
O Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, tem disponível um teste para detectar qual a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver a doença de alzheimer, mas com certas restrições.
Por exemplo, é necessária indicação médica , terem mais de 60 anos de idade ou possuírem doentes de alzheimer na família, aponta o investigador Tiago Fleming Outeiro, que criou uma Unidade de Neurociência Celular e Molecular, reunindo especialistas no campo das doenças neurodegenerativas.
Em declarações à Lusa, Tiago Fleming Outeiro adianta que o teste consiste “na determinação dos níveis de 18 proteínas no plasma sanguíneo em doentes em estádios iniciais”, quando os sintomas ainda não se manifestaram.
A sua fiabilidade é de 85 por cento, aconselhando o investigador a um acompanhamento psicológico caso o teste seja positivo. Isto porque se desconhece ainda o tempo que medeia entre o resultado do teste e o aparecimento dos sintomas, além de que se trata de uma patologia para a qual ainda não existe cura e um resultado positivo pode revelar-se angustiante. Uma investida precoce pode, isso sim, retardar o aparecimento dos primeiros sintomas, indica Tiago Fleming Outeiro à Lusa.
De acordo com o neurologista do Hospital do Divino Espírito santo, João Vasconcelos, são vários já os exames que pretendem efectuar um diagnóstico, contudo servem mais como uma probabilidade do que um rastreio propriamente dito. Ou seja, nem sempre se traduz efectivamente no aparecimento da doença.
Embora desconheça, para já, o tipo de diagnóstico que agora é colocado em cima da mesa, garante que, com certeza, os açorianos também terão acesso, à semelhança do que sucede com outros exames de detecção da doença.
Neste caso, o médico que assiste também os pacientes na Associação Alzheimer dos Açores reafirma a importância de um diagnóstico precoce, tendo em conta que a terapêutica hoje disponível permite ao doente estabilizar os sintomas e nalguns casos recuperar algumas funções.

O que é o Alzheimer
A doença de Alzheimer é uma patologia do cérebro, que aparece com a morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro, segundo a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos do Doente de Alzheimer.
Trata-se de uma patologia progressiva, irreversível, cujas causas e tratamento são ainda desconhecidos. A Associação Portuguesa de Familiares e Amigos do Doente de Alzheimer elaborou uma lista de dez sinais comuns da doença: perda de memória, dificuldade em executar as tarefas domésticas, problemas de linguagem, perda de noção de tempo e desorientação, discernimento fraco ou diminuído, problemas relacionados com o pensamento, trocar o lugar das coisas (como colocar o ferro de engomar no frigorífico, por exemplo), alterações de humor ou comportamento, alterações na personalidade e perda de iniciativa.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.