Almerindo Marques diz que défice de 95ME nas Estradas de Portugal é "normal"

Almerindo Marques diz que défice de 95ME nas Estradas de Portugal é "normal"

 

Lusa / AO online   Economia   10 de Jul de 2010, 13:39

O presidente da Estradas de Portugal (EP), Almerindo Marques, afirmou hoje que o défice de 95 milhões de euros da empresa é "normal" e garantiu a inexistência de problemas em relação aos pagamentos planeados.

"O valor do défice não preocupa a Estradas de Portugal. É um défice normal atendendo à dimensão e à fase de desenvolvimento do projeto da EP", afirmou Almerindo Marques, em declarações aos jornalistas na sede da empresa.

A SIC noticiou sexta feira que a Estradas de Portugal está a ficar sem dinheiro para pagar todos os compromissos assumidos com as SCUT, citando uma carta na qual a empresa pública pede ajuda aos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Até setembro, a Estradas de Portugal tem de pagar mais de dois mil milhões de euros e, segundo a mesma carta, enviada a 28 de junho, a empresa ainda há poucos dias tinha um défice de tesouraria de pelo menos 95 milhões de euros.

O presidente do Conselho de Administração explicou que esta carta é de "mera rotina" e que a mesma é enviada "periodicamente" aos acionistas e àqueles dois ministérios, que tutelam a empresa.

"A situação financeira da empresa descrita na carta é coincidente com outras descrições similares. A empresa está numa fase de investimento grande e como é normal, em qualquer empresa pública ou privada, não tem condições de auto-financiamento, e, por conseguinte, vai recorrer ao crédito", sublinhou o responsável.

Almerindo Marques adiantou ainda que a EP está atualmente numa "discussão jurídica" com o Ministério das Finanças tendo em vista a devolução de cerca de 220 milhões de euros de IVA.

"Se nos for devolvido o valor já pago é evidente que não tínhamos défice e reajustávamos os volumes de crédito", explicou.

No entanto, prosseguiu, se isso não acontecer até setembro, já estão aprovados por bancos dois créditos no valor de 75 milhões de euros.

"Não temos nenhum problema em relação aos pagamentos que já estão planeados", assegurou o responsável.

Questionado se considera inocente a divulgação daquela carta numa altura em que PS e PSD estão a negociar a introdução de portagens nas SCUT, Almerindo Marques responde: "Naturalmente que não".

O PSD anunciou hoje que vai requerer na segunda feira a presença do presidente da Estradas de Portugal no Parlamento para falar da situação financeira da empresa.

Almerindo Marques manifestou-se disponível para explicar "coisas tão elementares e tão simples", rejeitando a ideia da existência de um buraco financeiro na empresa.

"Buraco financeiro revela bandalheira e na empresa onde eu estiver não há bandalheira", referiu.


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