Açoriano Oriental
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Aliança defende investimento do governo em projetos estratégicos nas cidades

O líder do Aliança/Açores e candidato às eleições regionais de 25 de outubro, Paulo Silva, defendeu a comparticipação do Governo Regional em iniciativas estratégicas para as cidades, dando como exemplo o mercado de Angra do Heroísmo.

Aliança defende investimento do governo em projetos estratégicos nas cidades

Autor: Lusa/AO Online

“Este investimento não deve ser só da autarquia. Os investimentos estratégicos em cada ilha e em cada cidade devem ter uma participação muito forte do Governo Regional, independentemente da cor partidária. Isto é um caso concreto. São ambos da mesma cor partidária, mas não há um entendimento”, avançou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao Mercado Duque de Bragança, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

O município de Angra do Heroísmo, liderado pelo socialista Álamo Meneses, tem um projeto para construção de um novo mercado municipal, no mesmo local onde se encontra o atual, orçado em cerca de 6,5 milhões de euros e já admitiu a possibilidade de recorrer a um empréstimo bancário, se não for aprovada uma candidatura a fundos comunitários.

Para Paulo Silva, que é cabeça de lista do Aliança pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, o investimento deve contar com a comparticipação do Governo Regional.

“Seis milhões de euros numa autarquia é um buraco muito grande. É um investimento muito grande para a dimensão da autarquia de Angra”, frisou, considerando “escandaloso” e “vergonhoso” que o executivo açoriano não tenha comparticipado a construção do Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo, um projeto orçado em 2,5 milhões de euros, que está praticamente concluído.

Sublinhando que o mercado aguarda por obras de remodelação “há 50 anos”, o candidato do Aliança defendeu que a infraestrutura pode potenciar não só a valorização dos produtos locais, como o turismo na cidade, que é Património Mundial da Humanidade, com a criação de uma “rota dos sabores” e de uma “rota das especiarias”.

“Não tenho dúvida nenhuma de que vai dar vida à cidade. Começa a aparecer mais comércio tradicional, mais lojas, bares, restaurantes no centro histórico. Isso é que dá vida às cidades. As cidades têm de ter um plano estratégico para atrair os locais e quem nos visita”, salientou.

Quanto à produção agrícola, Paulo Silva reivindicou uma maior aposta na qualidade e na diversidade, lamentando que haja falta de mão de obra.

“Pretendemos valorizar a nossa mão de obra, qualificar a nossa mão de obra e valorizar os nossos produtos locais. Alguma coisa tem sido feita, mas é muito pouco”, apontou.

Na visita ao mercado de Angra do Heroísmo, o líder do Aliança/Açores ouviu lamentos pelas condições físicas do espaço, mas também críticas ao Governo Regional.

“É o emprego para o amigo, é o emprego para o primo, é falar pela boca pequena porque senão eles controlam e eles são o governo. E nós não queremos isto. Queremos soltar as amarras, queremos que as embarcações naveguem e entremos em porto seguro e que haja de facto uma interligação entre quem governa e quem é governado. As pessoas precisam de uma democracia nos Açores”, reforçou.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.


 
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