Alguns operadores de turismo tiveram quebras de 25%


 

Lusa / AO online   Economia   30 de Nov de 2007, 15:46

Os portugueses deixaram de escolher com tanta frequência passar férias no Brasil e o destino sofreu este ano quebras que, para alguns operadores atingiram 25 por cento, afirmou esta sexta-feira o presidente da APAVT.
Em declarações à agência Lusa, João Passos referiu que em 2007, o 'out-going', ou saída de turistas portugueses para férias no estrangeiro, estagnou face a 2006.

E assistiu-se a “quebras grandes nas saídas para o Brasil”, onde vai realizar-se, em Búzios, no Estado do Rio de Janeiro, o XXXIII Congresso anual da APAVT, entre 2 e 7 de Dezembro.

“Os operadores turísticos apostaram muito no Brasil e tiveram de derivar para outros destinos”, explicou João Passos.

Como avançou o presidente da APAVT, alguns operadores “registaram quebras nas reservas entre 20 e 25 por cento” o que “não sendo expectável, também não surpreendeu muito”.

Com a valorização do real, o Brasil passou a ficar mais caro para os portugueses que podiam escolher outros destinos por preços mais baixos.

Aliás, esta razão e o facto de, nos últimos anos, vários destinos do Brasil, como Fortaleza ou Salvador da Bahia, terem registado uma forte adesão dos portugueses, são também apontados por um dos operadores turísticos que oferecem esta possibilidade de férias.

O administrador do Mundo Vip, operador turístico do grupo Espírito Santo Viagens, Pedro Costa Ferreira, afirmou à agência Lusa que "em 2007, o destino Brasil não foi isento de dificuldades", sem avançar mais pormenores acerca dos problemas que a sua operação enfrentou.

No entanto, não deixa de realçar que aquele "continua a ser um importante destino no mercado português, apesar dos constrangimentos que enfrenta".

Pedro Costa Ferreira explicou, tal como João Passos, que, depois do êxito dos últimos anos, e atendendo à reduzida dimensão do mercado português, o Brasil "é um destino maduro".

As viagens, principalmente para locais mais longínquos, foram afectadas pelo subida acentuada do preço do petróleo nos últimos meses, quando atingiu máximos históricos, encarecendo as deslocações aéreas, referiu o administrador do Mundo Vip.

Pedro Costa Ferreira apontou ainda "a forte valorização do real", o que foi desfavorável face a outros destinos.

Mas, o Mundo Vip "continua a apostar e a acreditar" no negócio do destino Brasil, insistiu.

Para o presidente da APAVT existe ainda outra situação que não ajudou à divulgação e maior sucesso dos destinos Brasil em Portugal.

“A promoção é pouca e não muito bem orientada”, defendeu, ao mesmo tempo que fala na importância de apresentar “um outro Brasil”, além do sol e praia, como a vertente histórica ou do Pantanal.

E, visando estes dois interesses como produto turístico, a TAP anunciou a aposta em ligações aéreas para Belo Horizonte, contemplado a História, e para Brasília, com ligação ao Pantanal, recordou João Passos.

O XXXIII Congresso da APAVT realiza-se de 02 a 07 de Dezembro e tem como tema “Turismo: Tendências e Soluções”.

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