Alberto João Jardim defende fim da conflitualidade


 

Lusa/AO On line   Regional   13 de Dez de 2009, 06:25

O presidente do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, afirmou hoje que a região tem de saber defender-se sem ser num clima de conflitualidade, argumentando que o “diálogo não é sinónimo de fraqueza”.
Jardim falava no jantar de Natal do PSD/M que, de acordo com a organização do partido, reuniu no Madeira Tecnopolo, no Funchal, cerca de 1.500 militantes e simpatizantes.

“Temos uma situação no continente que acaba sempre por ter repercussões na Região Autónoma da Madeira, temos que nos saber defender [e] não é através da conflitualidade que tem surgido sempre da banda de lá, nós agimos em defesa dos direitos, liberdades e garantias do povo madeirense”, argumentou.

“O diálogo não é fraqueza, deve e pode ser exercido com firmeza das convicções”, acrescentou.

“Há que saber responder aqueles que mentem a nosso respeito e enfrentar adversário mesmo quando aqui na Madeira é fraco e só diz asneiras”, disse ainda.

“A actual situação partidária nacional não deve provocar divisões no PSD/M”, defendeu Alberto João Jardim, criticando as tentativas exteriores que visam “envenenar a unidade e quebrar a solidariedade que é o segredo fundamental na vida do PSD/M”.

“Não vão ser os nossos companheiros do continente com as suas loucuras, com a sua indefinição que vão quebrar a nossa unidade”, sustentou.

“Nunca nos dividimos na Madeira, sempre tivemos disciplina partidária, era o que faltava agora o PSD/M dividido em grupos, grupinhos e grupelhos por causa daqueles senhores do PSD do continente”, referiu.

O líder da Madeira defendeu ainda que “se o PSD nacional quiser ter um rumo não pode ser um partido situacionista, tem de assumir-se como um partido contestatário ao sistema político nacional”, lembrando as três vitórias eleitorais do PSD por maioria absoluta na Madeira alcançadas este ano e admitindo que os próximos tempos serão de dificuldades.

Nos próximos dois anos, declarou, “será impossível realizar muita coisa que foi feita na altura certa ao longo dos últimos trinta anos”, o que permitiu transformar a Madeira.

Mas garantiu que será “concretizado tudo o que está no programa de governo, o que exige muita disciplina e muito bom senso”.

“Vamos ter que gerir as finanças com muito critério e rigor para chegar no final de 2011 com a tarefa cumprida”, realçou.

Instado pelos jornalistas a reagir à notícia de hoje do Expresso sobre um alegado entendimento entre os governos regional e central, disse, apontando para uma imagem do presépio: “Não tenho a idade do menino Jesus para fazer acordos secretos”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.