AIPA estuda situação laboral de imigrantes

AIPA estuda situação laboral de imigrantes

 

Lusa / AO online   Regional   27 de Nov de 2007, 15:43

A Associação dos Imigrantes dos Açores (AIPA) vai realizar um estudo para diagnosticar a situação laboral e apurar as necessidades de formação dos cerca de 5.500 estrangeiros que residem no arquipélago, foi anunciado esta terça-feira.
Com vista à realização deste diagnóstico, durante 2008, foi hoje assinado um protocolo de colaboração entre a AIPA e a Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional (DRTQP).

Para o director regional, Rui Bettencourt, este estudo vai permitir conhecer as expectativas e necessidades de uma "importante franja" da sociedade açoriana, que "representa cinco a seis por cento da população activa do arquipélago".

"Trata-se de um primeiro estudo do género realizado na Região que vai permitir responder eficazmente às necessidades dos imigrantes", afirmou Rui Bettencourt, acrescentando que será atribuído à AIPA um apoio financeiro de 12 mil euros.

Pelo facto de o Governo Regional estar a iniciar um programa de qualificação e emprego (Pró-emprego), em vigor entre 2007 e 2013, Rui Bettencourt considerou ser esta "uma boa altura" para realizar este levantamento das necessidades de formação dos imigrantes e caracterização das condições de empregabilidade.

Segundo disse, depois de apurados os dados resultantes do estudo, será implementado um plano de formação para dar resposta às necessidades evidenciadas.

O presidente da AIPA, Paulo Mendes, adiantou que os cerca de 5.500 imigrantes a viver nos Açores trabalham, na sua maioria, em "áreas muito instáveis" como a construção civil, restauração e pesca.

Para o sociólogo, o conhecimento da realidade da comunidade imigrante nas ilhas irá contribuir para ultrapassar dificuldades, como vínculos laborais frágeis, incumprimento dos descontos para a Segurança Social pelas entidades empregadoras e necessidades de formação desta população.

"Este estudo é mais uma ferramenta para uma intervenção acertada e aplicação de políticas de integração", frisou Paulo Mendes.

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