África pode perder 20% dos seus elefantes numa década devido à caça ilegal

África pode perder 20% dos seus elefantes numa década devido à caça ilegal

 

Lusa/AO online   Ciência   2 de Dez de 2013, 13:58

África pode perder 20 por cento da sua população de elefantes nos próximos 10 anos se o nível de caça ilegal no continente se mantiver, revelam dados divulgados no Botsuana.

Os dados, da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), foram divulgados em Gaborone, onde decorre uma reunião com responsáveis políticos e especialistas para discutir medidas para travar a caça furtiva de elefantes, incentivada por um aumento da procura de marfim na Ásia.

John E. Scanlon, secretário-geral da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, considerou, citado no ‘site’ do jornal The Guardian, que “a caça furtiva de elefantes em África continua demasiado elevada e poderá levar em breve à extinção em determinadas zonas, se se mantiverem as atuais taxas de matança”.

“A situação é particularmente grave na África central – onde a taxa de caça ilegal estimada é o dobro da média do continente”, adiantou.

O artigo do diário britânico refere que no início do século XX existiam cerca de 10 milhões de elefantes, número que caiu para meio milhão devido à caça ilegal e à perda de habitat.

Os números divulgados hoje indicam que em 2012 foram mortos 22.000 elefantes, abaixo do número recorde de 25.000 em 2011.

“De 2000 a 2013, o número de movimentos em larga escala do marfim cresceu constantemente em termos de transferências e de quantidade comercializada ilegalmente. 2013 já representa um aumento de 20 por cento em relação ao pico anterior em 2011, estamos extremamente preocupados”, declarou Tom Milliken, especialista em tráfico de marfim da organização Traffic.

Organizada pelo Governo do Botsuana e pela UICN, a conferência termina na quarta-feira.


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