Açores reforçam prevenção no Plano Regional de Saúde para 2014-2016

Açores reforçam prevenção no Plano Regional de Saúde para 2014-2016

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Dez de 2013, 07:23

O Plano Regional de Saúde dos Açores para o período entre 2014 e 2016 vai apostar mais na prevenção e na monitorização permanente dos indicadores de saúde, revelou o diretor regional Armando Almeida.

"As metas estão definidas do ponto de vista internacional. Queremos reduzir as doenças cardiovasculares, queremos reduzir as mortes evitáveis, queremos melhorar a qualidade de vida dos doentes crónicos", salientou o diretor regional da Saúde, em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do plano, em Angra do Heroísmo.

Em vez de programas de combate para cada doença, o novo plano passa a ter eixos estratégicos para quatro áreas: doenças crónicas, doenças cérebro vasculares, doenças oncológicas e promoção de estilos de vida saudável e prevenção de comportamentos de riscos.

A intervenção prevista passa sobretudo por iniciativas de prevenção, muitas em colaboração com as escolas, que, para o diretor regional, são um "espaço privilegiado", porque a mensagem chega não só aos alunos, que depois a transmitem aos familiares mais próximos, como a professores e auxiliares.

Segundo Armando Almeida, as indicações do novo plano de saúde não vão implicar a contratação de mais recursos humanos.

"As unidades de saúde têm os recursos humanos adequados para fazer essa monitorização, provavelmente o que temos de fazer é uma realocação dos recursos, um redireccionamento no sentido de podermos não só fazer cumprir as metas que estão definidas, mas também a monitorização para que possamos ir reformulando sempre que seja necessário", frisou.

Para o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, esta fase inicial de prevenção pode ter mais custos para o Serviço Regional de Saúde mas vai fazer com que os gatos diminuam no futuro.

"Se tivermos menos pessoas com AVC e menos morbilidade, os custos em saúde irão diminuir a longo prazo", frisou.

Luís Cabral anunciou ainda que a Direção Regional da Saúde vai fazer um "diagnóstico muito claro e preciso", com "transparência e isenção científica", do estado atual da saúde nos Açores, através de um inquérito de base populacional.

Segundo o secretário regional, o acompanhamento da implementação do plano será feito pelas unidades de saúde pública.

"Será exigido às unidades de saúde pública, em cada uma das unidades de saúde de ilha, que tenham uma monitorização muito real e constante daquilo que são os indicadores do plano regional de saúde na sua ilha e vamos responsabilizá-los também de uma forma muito direta pela evolução dos indicadores de saúde na sua ilha", salientou.

O documento estará em discussão pública até 18 de janeiro, mas a tutela não espera uma participação tão elevada como a que se verificou com a proposta de reestruturação do Serviço Regional de Saúde, tendo em conta que é mais técnico.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.