Política

Açores “não se podem calar” face a medidas negativas

Açores “não se podem calar” face a medidas negativas

 

Lusa/AO online   Economia   29 de Out de 2011, 14:22

O secretário da Economia do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou hoje que a Região “não se pode calar” face a medidas com “especial incidência negativa” nas ilhas adotadas no quadro do acordo de assistência financeira a Portugal.
“Se na operacionalização dos objetivos inscritos no documento da Troika, que o Estado português deve honrar, a liberdade de concretização nele prevista é usada na invenção de medidas que se revelam, nas propostas já apresentadas, de especial incidência negativa na Região, não nos podemos calar”, considerou Vasco Cordeiro, na abertura sessão de abertura em Ponta Delgada do 9.º Congresso dos Juízes portugueses.  Segundo sustentou o membro do Governo açoriano escolhido pelo PS como candidato a chefe do Executivo nas eleições regionais de 2012, os tempos de crise que se vivem impõem “uma vigilância esclarecida e a denúncia destemida de todos aqueles que pretendem transformar a presente conjuntura numa justificação dogmática para medidas, para decisões e para políticas que, desde logo, pelos seus impactos, não podem deixar de ser sujeitas ao crivo da análise, da discussão, do debate e da fundamentação aturada e objetiva”. “Os consensos, que são condição essencial para ultrapassarmos com honra e dignidade os desafios com que estamos confrontados, não podem alicerçar-se na passividade acrítica, nem, muito menos, podem resultar da pressão tácita, velada e implícita que conduz ao juízo segundo o qual questionar as opções, as medidas ou as soluções é sinónimo automático e implacável de falta de solidariedade, de fuga aos sacrifícios que a todos se exigem, em suma, de falta de sentido patriótico”, alegou Vasco Cordeiro. O secretário regional da economia referiu-se também à boa gestão das finanças regionais, indicando “cada açoriano deve, em média, seis vezes menos que qualquer cidadão português, cada açoriano deve cinco vezes menos, em média, do que um madeirense”. “Temos um património de credibilidade”, afirmou Vasco Cordeiro, apontando áreas como a do serviço público de televisão, a reforma autárquica e extinção de serviços de finanças ou de tribunais, como “o cerne das obrigações que o Estado português tem de continuar a cumprir” nos Açores. “A Mobilização do Direito no Tempo das Crises” é o tema central do 9.º Congressos dos Juízes Portugueses que se prolonga até segunda-feira, reunindo cerca de 400 participantes.

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