Em comunicado, o Governo Regional revela que o equipamento representou um investimento de 123.540 euros e foi adquirido no âmbito do projeto PRISMAC.
O projeto, que tem a duração prevista de quatro anos e envolve os Açores, Canárias e Cabo Verde, “inclui o desenvolvimento e harmonização de metodologias de análise de suscetibilidade, a implementação de programas de monitorização e de sistemas de alerta e alarme e a criação de uma rede de colaboração, capacitação e envolvimento da população”, segundo executivo açoriano.
Citada na nota do Governo Regional, a secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, que esteve presente na entrega da nova plataforma elevatória elétrica, na sexta-feira, em São Miguel, considera que o equipamento “desempenha um papel crucial nas ações de vistoria, inspeção e limpeza de taludes localizados na bacia da Ribeira Quente”.
Esta zona da ilha de São Miguel, salienta, é “reconhecida pelo seu elevado risco geomorfológico, abrangendo a estrada regional da Ribeira Quente e a Povoação”.
A nova plataforma “integra diretamente a vertente do projeto dedicada à identificação de áreas de risco elevado para movimentos de vertente, aumentando de forma significativa a segurança operacional”, a par da “eficácia, rapidez e precisão das intervenções de manutenção”, acrescenta Berta Cabral.
Ainda de acordo com a governante, com esta aquisição, o Governo Regional “reforça o compromisso com a segurança rodoviária, a gestão de riscos naturais e a resiliência territorial, consolidando os Açores como uma região de referência na cooperação científica e técnica no espaço da Macaronésia”.
Nos Açores, o consórcio integra a Direção Regional das Obras Públicas (parceiro principal), o Laboratório Regional de Engenharia Civil, tutelado pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a Universidade dos Açores e a Fundação Gaspar Frutuoso.
Na nota é ainda referido que o novo equipamento permitirá igualmente reforçar a colaboração entre a Direção Regional das Obras Públicas, o Laboratório Regional de Engenharia Civil e a Universidade dos Açores.
Além disso, vai facilitar a “recolha e análise de dados geológicos, geotécnicos e de monitorização de taludes”, que serão “essenciais para a produção científica e para o desenvolvimento de novas metodologias de mitigação de risco no âmbito do PRISMAC”.
Por outro lado, a plataforma aumentará a capacidade operacional dos setores de conservação dos serviços de estradas, dotando-os de “meios modernos e adequados para ações regulares de conservação e inspeção, para a manutenção da rede viária regional e para intervenções em zonas adjacentes com maiores exigências técnicas”.
