Taça de Portugal

Académica de Coimbra conquista troféu 43 anos depois

A Taça de Portugal saiu do Jamor embrulhada nas capas negras de Coimbra e a festa é da Académica


 

Com um bem acertado esquema tático no setor recuado, a Académica chegou ao golo logo aos quatro minutos e depois teve o talento, e alguma sorte, para fazer manter o marcador sem mais alteração, até que se cumprisse a hora e meia de jogo.

Depois de ter estado “com um pé” na Liga Orangina, após uma série “negra” sem vencer, a Académica fecha a época de novo em nota alta, conquistando pela primeira vez a Taça no Jamor, depois de ter ganho a primeira edição em 1939, nas Salésias, ainda o Estádio Nacional não estava construído.

As duas equipas apresentaram-se em campo praticamente sem surpresas face ao que seria esperado e a exceção foi mesmo Izmailov, remetido para o banco dos “leões”, que apostavam na frescura física de Andre Carrillo para o seu lado direito.

Ainda nem todos os espetadores que lotaram o Estádio Nacional tinham encontrado o seu lugar e já a equipa de Coimbra chegava à vantagem, no seu primeiro ataque estruturado.

Adrien ganhou na luta com Polga e a bola sobrou para Diogo Valente, que centrou para o cabeceamento de Marinho, junto ao poste esquerdo de Rui Patrício.

Estava dado o mote para o que seria a primeira parte – o Sporting a ter mesmo de atacar e a Académica a tirar partido de dar a iniciativa ao adversário, optando por contra-ataques perigosos.

O domínio era do Sporting, mas sem consequências, já que a equipa treinada por Sá Pinto não chegava a criar situações de golo feito, ao mesmo tempo que a Académica fazia uma marcação alta e dura.

O melhor futebol estava reservado para a segunda parte, após um intervalo em que os setores dos adeptos de Coimbra aproveitaram para abrir as várias tarjas de intervenção política e social.

No reatamento, o Sporting trocou Elias por Izmailov e apareceu com um jogo muito mais solto. Mas também a Académica entrou a “todo o gás” e as jogadas de perigo intenso sucederam-se nas duas balizas, em poucos minutos.

Em menos de um quarto de hora, Edinho tem duas ocasiões soberanas para ampliar, mas também o Sporting poderia ter feito andar o marcador, com jogadas mal finalizadas por Wolfswinkel e Onyewu.

A Académica continuava em “contragolpe”, enquanto o Sporting melhorava a nível de meio campo ofensivo, mantendo as debilidades da sua zona mais recuada.

A meio do segundo tempo, era notório que o jogo endurecia, de ambos os lados, com Paulo Baptista a ter de recorrer aos amarelos para segurar uma partida que se antevia “de nervos” para os últimos 20 minutos.

A tendência ofensiva do Sporting acentuava-se com o avançar dos minutos, mas a Académica não se amedrontava nada, bem apoiada pelos milhares de adeptos ruidosos que levou a Lisboa.

As bancadas, muito bem compostas com os cachecóis da “Briosa” e os trajes da Universidade de Coimbra, já lançavam a festa, especialmente saborosa pelo tempo que levou à conquista desta segunda Taça de Portugal – 73 anos – e o regresso a uma final no Jamor – 43.

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