A ligação entre o estudo da matemática e da música através de Mozart

Um estudo da autoria da professora da Universidade de Coimbra, Carlota Simões, sobre a ligação entre a matemática e a música foi apresentado sábado no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada.


A docente indica que a mente de um matemático funciona de forma semelhante à dos músicos, porque ambos apresentam "uma mente muito estruturada que reconhece padrões e repetições".

A professora auxiliar no Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, com formação musical em Piano pelo Conservatório de Música de Coimbra, revela também que o estudo de música "promove muito a concentração, porque se estuda muito sozinho, repetindo várias vezes as mesmas notas", reconhece a docente que considera ainda existirem diversos factores de ligação entre a matemática e a música.

"Mesmo as músicas Rock apresentam ligações à matemática, porque apresentam simetrias. Até as músicas Pimba apresentam um refrão, que é a repetição da música, que é uma simetria da identidade", descreveu a autora do estudo.

A matemática Carlota Simões apresentou os padrões matemáticos que se podem identificar no dueto "Papagena-Papageno" de "A Flauta Mágica", e os números que se revelam nos símbolos utilizados nesta ópera maçónica. A docente apresentou ainda um jogo de salão que se crê ter sido inventado por Mozart em que, com a ajuda de dois dados, é possível encontrar 46 milhares de biliões de composições diferentes, todas no estilo do compositor.

A realização deste colóquio sobre "As Tardes de Matemática", permitiu descobrir a relação entre Mozart e a Matemática, tendo sido promovido em conjunto com a Universidade dos Açores, apesar de já ter sido apresentado por Carlota Simões, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa e também nas cidades do Porto e Aveiro. A docente promete agora estudar a música dos Açores para encontrar ligações matemáticas.

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