"A formação é fundamental para que se possa gerir"

"A formação é fundamental para que se possa gerir"

 

Paulo Faustino   Regional   22 de Nov de 2007, 15:12

Entrevista com o "Gestor do Ano"
O que significa este prémio para si?
É sempre importante e agradável receber uma distinção, sobretudo na nossa área de trabalho, e quando é reconhecido pelos outros que o nosso trabalho tem tido importância neste caso para o desenvolvimento da economia regional, claro que nos dá uma grande satisfação.
Qual a receita para o sucesso que dá aos novos empresários?
Aquilo que se pode dizer a qualquer pessoa que já tenha uma formação básica para desempenhar a função de gestor é que a formação se faça continuamente ao longo da vida. Temos que continuar sempre a aprender. No fundo, é a nova maneira de encarar a vida económica. Por outro lado, também o bom senso é extraordinariamente importante.
Estas coisas, claro, que se ganham com o tempo. Sobretudo, considero que a formação é fundamental para que se possa gerir. Há que dar atenção constante a todas as envolventes do mercado e uma boa preparação leva a que a pessoa tenha com maior facilidade acesso a todas as informações.
O que se pode fazer de melhor na área da gestão nos Açores?
Muito! Acho que estivemos muito esquecidos no meio do Atlântico. Hoje em dia, com as ferramentas da informação, já não temos as mesmas desculpas. Já temos capacidade de estar dentro da informação que os outros tinham nos chamados centros de desenvolvimento. Temos maior capacidade e responsabilidade para podermos aproximar-nos do que é feito noutros locais onde a gestão é boa.
Mas a qualidade dessa gestão tem vindo a progredir, ou nem por isso?
Sim, tem melhorado. O facto de haver uma universidade com o curso de gestão é importante e verifica-se que as próprias empresas, ao ganharem alguma dimensão, tiveram necessidade de ter quadros com formação superior em maior quantidade. Logo aí a resposta é completamente diferente.
As empresas nos Açores deveriam dar prémios de produtividade aos seus melhores trabalhadores?
O que temos que considerar primeiro é a dimensão das empresas e temos tendência para comparar aquilo que não é comparável. Uma empresa com 10 ou 20 pessoas não tem os mesmos recursos do que uma com 200 ou 300 e essa não tem os mesmos recursos do que uma com 1000 ou 2000. Há também alguma falta de cultura para que aquilo se faça. O prémio é uma coisa que se desenvolverá. Existem, com certeza, empresas onde isso já está instituído e cada vez mais haverá tendência para que tal aconteça.  
A Finançor adquiriu a totalidade do capital social da NSL - Nicolau Sousa Lima Indústria. Projectos para o futuro?
Fizemo-lo porque cada vez mais sentimos que vivemos em ilhas e que o mercado é pequeno. Uma dimensão maior facilita o acesso aos mercados de importação das matérias-primas (cereais e oleaginosas) à nossa laboração. Podemos rentabilizar, tanto os custos de transformação como o acesso às matérias-primas e ser mais competitivos. No futuro, o que possamos vir a fazer será o que a experiência nos disser ser o melhor.

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