Açoriano Oriental
Acidente aéreo em Madrid
92 dos 154 mortos no acidente de avião da Spanair identificados
As equipas forenses identificaram 92 dos 154 mortos no acidente de avião da Spanair em Madrid, segundo o ministro do Interior espanhol, que admitiu que algumas vítimas podem nunca vir a ser identificadas.

Autor: Lusa/AO online
O mais recente ponto de situação, feito às 15:00 locais pelo Ministério do Interior, informava que os restos mortais de 92 vítimas estão identificados, incluindo o de uma família alemã composta por pai, mãe e dois filhos de cinco e oito anos.

    Em declarações à rádio Cadena Ser, o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubacalba, afirmou que estão a ser feitos todos os esforços, com os especialistas forenses a "trabalhar noite e dia", para que os restantes 62 corpos sejam identificados nos próximos dias, mas admitiu que algumas vítimas possam nunca vir a ser identificadas devido à dificuldade de obter o ADN de familiares.

    Muitos dos cadáveres das vítimas do acidente com um avião da Spanair com destino a Las Palmas que se despenhou no aeroporto internacional de Madrid-Barajas na quarta-feira ficaram carbonizados, obrigando as equipas forenses a recorrer a análises de ADN para os identificar.

    Segundo o ministro, o processo está a demorar mais tempo do que o previsto, dada a baixa qualidade de algumas amostras de ADN recolhidas dos cadáveres e a dificuldade de obtenção de amostras de ADN de familiares próximos para comparação.

    Estas dificuldades colocam-se nos casos de cidadãos estrangeiros que morreram no acidente e, em particular, no caso de uma criança estrangeira adoptada.

    "Se tivermos uma amostra de um irmão ou do pai, é fácil. Mas se não conseguimos e temos de recorrer a parentes mais afastados, as coisas são muito mais complicadas", disse o ministro na entrevista à rádio.

    "Haverá corpos que nunca vão ser identificados? Não posso responder neste momento, mas é uma possibilidade", acrescentou.

    O ministro assegurou, por outro lado, que os processos de identificação estão a ser conduzidos meticulosamente, para responder aos receios manifestados por familiares de que ocorra algum erro de identificação.

    Sobre os 18 sobreviventes do acidente, que o ministro do Interior visitou hoje de manhã nos vários hospitais onde permanecem internados, a Direcção dos Hospitais de Madrid informou que dois continuam em estado muito grave, três estão em estado grave mas estável e dois em estado grave com evolução favorável.

    O acidente de quarta-feira, o mais grave registado em Espanha nos últimos 25 anos, ocorreu quando um avião MD-82 da companhia Spanair com 166 passageiros e seis tripulantes a bordo se despenhou logo após a descolagem do aeroporto internacional de Barajas.

    O balanço de vítimas mortais elevou-se sábado a 154, com a morte de uma mulher de 31 anos, internada no hospital La Paz com queimaduras em 72 por cento do corpo.
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