De acordo com fonte do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) ao Açoriano Oriental, a partida da equipa está dependente da autorização do Ministério da Administração Interna (MAI).
Em declarações ao Açoriano Oriental, o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada (AHBVPD), João Paulo Medeiros, explicou que os operacionais selecionados pertencem a várias corporações dos Açores e possuem formação especializada em busca e resgate em estruturas colapsadas.
“Estamos a falar de bombeiros com formação e experiência específicas para este tipo de intervenção. Neste momento, estão de prevenção e preparados para partir assim que recebam indicação”, afirmou.
Segundo o responsável, os bombeiros açorianos deverão juntar-se a elementos oriundos da Madeira, integrando uma força de intervenção portuguesa destinada a apoiar as operações de socorro na Venezuela, onde residem milhares de portugueses, sobretudo de origem madeirense.
Dos 15 operacionais mobilizados, três são da ilha de São Miguel, pertencentes às corporações de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo.
João Paulo Medeiros sublinhou ainda a elevada preparação dos bombeiros açorianos para responder a cenários de catástrofe.
“Somos uma região habituada a preparar-se para situações de emergência e os nossos bombeiros recebem formação contínua e certificada”, destacou.
O presidente da AHBVPD lembrou ainda que o desenvolvimento do sistema regional de proteção civil está intimamente ligado ao sismo de 1980, que marcou profundamente os Açores e impulsionou a criação de várias corporações de bombeiros na Região.
Apesar da expectativa e da incerteza quanto ao momento da partida, João Paulo Medeiros garante que os operacionais estão motivados e conscientes da responsabilidade da missão.
“É sempre um sacrifício e um risco. Estes homens deixam as suas famílias e colocam-se ao serviço de quem mais precisa. Sentimo-nos orgulhosos por poder representar os Açores e Portugal numa missão humanitária desta dimensão”, afirmou.
João Paulo Medeiros manifestou ainda solidariedade para com a população venezuelana, lembrando que, além dos cidadãos portugueses afetados, “há um povo inteiro a sofrer e que precisa da ajuda de todos”.
Segundo uma nota das Forças Armadas, os dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa chegaram ontem ao início da tarde à Venezuela, transportando uma força conjunta nacional e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária para apoiar as operações de socorro após os recentes sismos no país. A missão mobilizou 64 operacionais especializados em busca e salvamento, emergência médica e resposta a catástrofes.
