141 militares portugueses para o Líbano


 

Lusa/AOonline   Nacional   1 de Dez de 2008, 19:37

Um total de 141 militares da Unidade de Engenharia 5 (UnEng5), da Brigada de Intervenção partiu hoje de Figo Maduro para uma missão no Líbano, deixando para trás a tristeza e saudade de familiares e amigos.

Abraçada ao namorado e ao lado dos pais, a sargento Joana Peres despede-se e vai-se juntando aos camaradas que com ela vão integrar a missão da UNIFIL, da Organização das Nações Unidas, no Líbano, durante os próximos seis meses.

    "Não é a primeira vez que vou para uma missão. Não, não estou preocupada, mas uma missão é sempre diferente, apesar de já ter feito uma, nunca vai ser igual à primeira", disse à Lusa a sargento Joana Peres.

    Sobre as condições que possa vir a encontrar no terreno a militar disse simplesmente: "nós estamos preparados para qualquer dificuldade".

    O namorado de Joana Peres acredita que "vai correr tudo bem" e acrescenta que "seis meses até passam depressa" e que quando a sargento regressar, há-de voltar "mais bonita e experiente".

    Aos pais de Joana Peres, que por não ser a primeira vez sentem-se mais preparados para ver a filha partir, custa sobretudo a proximidade do Natal.

    "Custa um bocado. É uma data muito próxima do Natal e provoca um pouco de tristeza", disse o pai da militar.

    "É um pouco complicado passar o Natal longe da filha, mas já foi mais complicado. Já estou habituada e é o futuro dela que está em risco", acrescentou a mãe.

    O Tenente-Coronel Pereira, comandante do contingente que hoje partiu para o Líbano, explicou à Lusa que a missão destes 141 militares é de apoio à UNIFIL e que terá como principais funções a construção de vias de comunicações, terraplanagens e trabalhos de engenharia.

    Para o comandante esta partida tão próxima do Natal, apesar de aumentar a saudade dos militares, até pode ter efeitos positivos.

    "Essas datas, essas efemérides às vezes servem para reforçar os laços, às vezes é positivo e é com esse espírito que estamos a encarar a situação", disse.

    Em relação às condições que o contingente pode vir a encontrar no terreno, o Tenente-Coronel Pereira afirmou estar preparado para qualquer eventualidade.

    "Vamos para a zona onde se verificaram os últimos conflitos. A situação neste momento está calma, mas no Líbano existem convulsões constantes desde os anos 1970, mas estamos preparados. Fizemos uma preparação de cerca de seis meses para tentar minimizar qualquer situação que possa ocorrer", declarou.

    A resolução 1701, aprovada em Agosto de 2006 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, determinou o reforço da UNIFIL (força internacional com 15.000 militares), concedendo-lhe a possibilidade de recorrer ao uso da força para fazer respeitar o mandato.

    Portugal participa na missão com um contingente de 141 militares e um conjunto de veículos e equipamentos que visam permitir a execução de trabalhos de engenharia (remoção de obstáculos, construção de abrigos, aeródromos e heliportos, trabalhos de desmatação, escavação, aterro e drenagem, recuperação de edifícios públicos, fornecimento e distribuição de energia eléctrica, entre outros), bem como a inactivação de engenhos explosivos no âmbito da protecção da força.

    A Unidade de Engenharia 5 integra 12 oficiais, 37 sargentos e 92 praças, sendo 15 por cento dos efectivos (21) mulheres e 55 por cento já com experiência anterior em missões internacionais.

   




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