Há frases que uma comunidade escolhe para se dizer a si mesma. A dos Açores está inscrita no brasão e vem de longe: “Antes morrer livres que em paz sujeitos”. Foi escrita em 1582, numa carta de Ciprião de Figueiredo a Filipe II de Castela, a recusar entregar a ilha Terceira a troco de mercês. Quatro séculos e meio depois, esse fio junta-nos. E reparem na inversão: a frase invoca a morte, mas o que...
Sempre livres, nunca sujeitos
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