Naquela noite fria de 23 de Novembro de 1962, a mãe foi acordada pelo choro convulsivo da criança.
Entrou no quarto dos filhos e pegou o primogénito ao colo, que se acalmou, aconchegando-o contra o peito:
Então, meu amor… – murmurou-lhe com ternura. – O que é que se passa? Entre soluços, o pequeno respondeu:
Mamã… o papá...
