Rui Câmara - Licenciado em Ciências Políticas

Opinião

Divertindo-nos até à Morte

Vivemos numa época em que a política deixou de ser discutida para ser, sobretudo, consumida. O debate cívico em Portugal há muito que se confina aos estúdios televisivos. A televisão transformou-se na arena onde os atores políticos disputam audiências; e não tanto ideias. O Parlamento tornou-se bastidor ou um pré-ensaio burocrático, e o que deveria servir para pensar o país, acaba por preencher...

Conteúdo exclusivo para subscritores.

Estar informado custa menos do que um café por dia!

Inclui acesso à totalidade das edições impressas, em formato digital, dos jornais e dos respetivos suplementos semanais ou da revista.

Mais artigos de Rui Câmara - Licenciado em Ciências Políticas


Mandato ou Campanha?

As eleições encerram juridicamente um ciclo político. Produzem maiorias, legitimam governos e redefinem equilíbrios institucionais. Mas nem sempre encerram o ambiente de disputa. Em Portugal, a transição...

A Prova do Contrário

A arquitetura das democracias liberais pressupõe um fenómeno recorrente: o momento em que uma instituição independente emite uma decisão de contornos inconvenientes. Não necessariamente errada,...

Ganhar o dia

Existem personagens do LinkedIn que acordam antes das 6h para “ganhar o dia”. Correm cinco quilómetros, tomam um banho gelado e...

Seguro, mas alerta

Num momento político dominado pelo ruído, pela dramatização permanente e pela cultura do confronto, a recente eleição presidencial trouxe um sopro de sobriedade sobre o espetáculo. Longe de ser um ato...

O poder em modo selfie - entre proteger e promover

As crises têm uma propriedade reveladora: eliminam os adjetivos e deixam o poder entregue à sua essência. No rescaldo da devastação,...

A hegemonia condicional ao ego

Durante décadas, o poder norte-americano não se alimentou apenas de porta-aviões ou de bases militares espalhadas pelo globo, mas de uma promessa implícita de que Washington estaria presente quando o mundo...

O cálculo do silêncio

A neutralidade, no vocabulário político contemporâneo, tem sido confundida com prudência, mas a história ensina que, em momentos...

Votar quando não há salvadores

A três dias das eleições presidenciais, o maior risco que enfrentamos não é escolher mal, mas votar com os critérios errados. Num espaço público saturado de slogans e apelos à emoção, tornou-se tentador...

O fiador das fragilidades: o que se joga a 18 de janeiro

Á  medida que nos aproximamos das eleições presidenciais de 18 de janeiro, o debate público regressa às fórmulas de conforto:...

Mentalidade vencedora não constrói casas

Entramos em 2026, com a necessidade de clarificar um conceito que dominou o debate político no último ano: a estabilidade. Depois de um ciclo prolongado de idas consecutivas às urnas, soluções provisórias...

O Natal como celebração da nossa Humanidade

A época de Natal chega todos os anos, envolta numa inquietação curiosa. Por um lado, empurra-nos para o consumo, para a repetição...

A política não falhou. Falhámos na expectativa

Quando um Governo anuncia grandes medidas ou reformas estruturais - como as propostas para a Justiça, o Orçamento de Estado ou a...

PUB