Nos primeiros meses, entrava no serviço como quem entra numa casa novinha em folha: tudo era possível, tudo tinha propósito. Dizia “sim” com a leveza de quem acredita que o esforço é uma forma de justiça — mais um turno, mais um relatório, mais um telefonema fora de horas. Os corredores tinham uma luz fria, mas eu trazia comigo um calor no peito e uma fé prática na equipa, na instituição, no bem...
Crónica de uma exaustão anunciada
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