Paulo Madruga - Economista

Opinião

Açores – Os quatro combates do futuro

Da vigia, o velho baleeiro distingue a espuma do sinal. Há dias em que o pior nevoeiro não está no mar, mas na conversa pública. Muita espuma, pouco rumo. Muito ruído, pouca escolha.
Muita pressa, pouca estratégia.
Uma região não se governa apenas corrigindo avarias, respondendo a queixas ou somando anúncios. Governa-se escolhendo combates. Nos Açores, há quatro que não podemos continuar a...

Conteúdo exclusivo para subscritores.

Estar informado custa menos do que um café por dia!

Inclui acesso à totalidade das edições impressas, em formato digital, dos jornais e dos respetivos suplementos semanais ou da revista.

Mais artigos de Paulo Madruga - Economista


Cinquenta anos depois, que trouxemos da travessia?

Baleia à Vista

O velho baleeiro regressa ao cais e olha a embarcação como quem avalia a faina.
Cinquenta anos depois da largada, ela não regressa vazia. No convés, traz instituições...

A escola perante a IA - Primeiro formar o olhar

Na vigia, não se entregam binóculos a quem ainda não aprendeu a olhar o mar. Primeiro distingue-se o sinal da ilusão, a prova da aparência, a atenção da pressa. Só depois a lente ajuda.
Na última...

A transição do método — o vigia e as lentes de IA

Baleia à Vista


Na vigia, a inteligência artificial (IA) chegou aos binóculos do velho baleeiro. Corrige o foco, ajusta a distância e devolve nitidez. Não lhe dá olhos....

Universidade dos Açores - Quando o vento já não basta

Da vigia, o velho baleeiro sabia que nenhum bote vence a travessia só com desejo de vento. A carta aponta o caminho, as velas dão avanço e, quando a corrente pesa, uma lancha toma o cabo sem substituir...

Lavoura - Mudar o gesto, preservar o legado

O velho baleeiro sabia que há mudanças que só parecem escolha enquanto há tempo. Depois, tornam-se consequência. Foi assim com a baleia. Pode acontecer com a lavoura, se o adiamento substituir a preparação.
A...

Não se vota o que se deve conhecer

O velho baleeiro, na sua vigia, aprendeu cedo que o mar não muda por votação. A companha pode discutir se sai, espera ou muda de rumo. Pode escolher o risco que aceita. Mas não vota se há nevoeiro,...

Magnifica Humanitas – Uma carta e uma bússola para governar

O velho baleeiro sabia que as cartas de navegação nunca ficavam definitivamente fechadas. O mar é antigo, mas o conhecimento do mar nunca acaba. Descobrem-se novos baixios, cabeços de maré, correntes...

Açores: rumo certo? Com que carta navegamos?

O velho baleeiro sabia que nenhuma tripulação se salvava só com uma frase. Antes de traçar a rota, perguntava para onde queria ir, com que carta navegava e em que ponto estava.
A afirmação recente...

Bairrismo — A doença infantil da autonomia

O  velho baleeiro sabe que há doenças que se disfarçam de virtudes. O bairrismo é uma delas. Aparece como amor à terra, defesa da ilha, orgulho legítimo. Mas amar uma ilha não é desconfiar da ilha...

O que passa e o que fica - Dependência e autonomia

O velho baleeiro, na sua vigia, percebe uma coisa simples: o que passa não permanece. Vê o avião que aterra de manhã e parte 30 minutos depois. Vê o cruzeiro que atraca, despeja a multidão e desaparece...

A companha do bem comum

Velho baleeiro sobe à vigia devagar. Não sobe para admirar o mar. Sobe para ver melhor, para ver antes, para distinguir a espuma do sinal. Encosta os olhos aos binóculos e procura, no azul largo, mais...

Autonomia - Bandeiras ao vento e decisões ao leme

Da vigia, o velho baleeiro observa o mar e o movimento das ilhas — e fica com uma impressão simples: estamos há muito com os botes alinhados e prontos para a largada. Falta o essencial: içar velas e...

PUB