Penetração da banda larga

Zorrinho esclarece que estudo OCDE exclui acesso banda larga através do móvel


 

Lusa / AO online   Economia   6 de Nov de 2007, 19:15

O relatório da OCDE sobre a penetração da banda larga, que atribui a Portugal uma taxa de utilização de 14,70 por cento em Junho, não inclui os acessos à Internet através do móvel, esclareceu o gabinete do Plano Tecnológico
De acordo com o gabinete liderado pelo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, o estudo tem apenas em conta os acessos fixos - que permitem aceder à banda larga quer pela linha telefónica (fio de cobre) como pelo pela rede cabo, excluindo as placas de terceira geração móvel (3G), que têm registado crescimento em Portugal desde o início deste ano.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) divulgou segunda-feira o indicador OCDE Broadband - que mede a utilização da Internet a alta velocidade em cada país - segundo o qual a penetração na OCDE cresceu 3,7 pontos percentuais em Junho, para 18,8 por cento, e que Portugal ocupa a 26ª posição num ranking de 30 países.

De acordo com a OCDE, Portugal tinha em Junho uma taxa de penetração de 14,70 por cento e um total de 1,555 milhões de subscritores.

"Nesta taxa de penetração de banda larga, a OCDE considera apenas o número de assinantes de banda larga fixa por 100 habitantes. Não estão contabilizados assim os 5,4 por cento de acessos à banda larga via 3G em Portugal, apurados pela Anacom [Autoridade Nacional das Comunicações] referentes ao primeiro trimestre de 2007", acrescenta a nota, sublinhando que se fosse tido em conta este valor "Portugal atingiria uma taxa de 20,1 por cento".

"Para permitir o acesso generalizado aos benefícios da Sociedade da Informação, o Governo, no âmbito do Plano Tecnológico, tem dado prioridade a medidas como a iniciativa e.escola, que permitirá em três anos que mais de 500 mil portugueses possam utilizar computadores e aceder à Internet, utilizando maioritariamente acessos móveis", refere a nota.

Neste sentido, o coordenador do Plano Tecnológico "tem vindo a sensibilizar as organizações internacionais que utilizam exclusivamente o critério do acesso fixo, no sentido de melhorar a qualidade da medição dos indicadores de penetração de banda larga, considerando as diversas formas de acesso disponíveis".

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