Voluntários recolhem mais de duas toneladas de lixo na ilha da Culatra

Voluntários recolhem mais de duas toneladas de lixo na ilha da Culatra

 

AO Online/ Lusa   Nacional   21 de Jul de 2019, 17:53

Um grupo de voluntários recolheu este domingo mais de duas toneladas de detritos na ilha da Culatra, em Faro, durante uma ação de limpeza no âmbito da campanha Ria Formosa sem plástico, disse à Lusa fonte da organização.

Promovida pela Associação para o Estudo e Conservação dos Oceanos (AECO), a ação de limpeza e de sensibilização que se prolongou durante a manhã de hoje, contou com a participação de mais de 50 voluntários, distribuídos por vários grupos.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do projeto, Sandra Godinho, indicou que a “foram recolhias montanhas de coisas, sendo difícil de quantificar em toneladas, a dimensão dos detritos recolhidos. Pode-se dizer que foram mais de duas toneladas”.

“Desde redes de pesca, a baterias, passando por pneus, restos de barcos, madeiras, plásticos, um manancial de lixo que estava depositado na Culatra”, referiu a responsável.

A ação decorreu entre a zona do porto de abrigo e o recovo - uma espécie de lagoa interior -, numa área com cerca de quatro hectares na ilha da Culatra, uma das ilhas-barreira da Ria Formosa na costa algarvia.

“São tantos os detritos que estavam concentrados numa área tão pequena, que será necessário recorrer a tratores para os transportar para os locais próprios”, sublinhou Sandra Godinho.

A campanha está integrada no projeto “Ria Formosa sem plástico”, iniciativa que ganhou o concurso internacional promovido pela European Outdoor Conservation Association (EOCA), que permitiu à à associação obter financiamento para contratar mergulhadores à Universidade do Algarve para a limpeza subaquática naquela ilha.

“O nosso objetivo está centrado na mudança de comportamentos, porque não podemos continuar a fingir que não se está a passar nada, cruzar os braços e dizer não fui eu. Há que trabalhar em conjunto para reduzir a nossa pegada ecológica no futuro”, concluiu a coordenadora do projeto.



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