Vice-presidente da Comissão Europeia Neelie Kroes aponta sector das tecnologias como "saída para a crise"

Vice-presidente da Comissão Europeia Neelie Kroes aponta sector das tecnologias como "saída para a crise"

 

Lusa / AO online   Economia   10 de Set de 2011, 13:06

A vice-presidente da Comissão Europeia, Neelie Kroes, vencedora do XV Prémio Internacional do Grupo Compostela e da Junta da Galiza, apontou o sector da informação e das tecnologias da comunicação como uma “saída para Europa da crise económica”.

O prémio foi hoje entregue durante a assembleia-geral do Grupo Compostela e da Junta da Galiza, na Universidade do Minho e, apesar de não ter estado presente, Neelie Kroes, enviou um depoimento gravado no qual agradeceu a distinção dizendo sentir-se “honrada”.

“É um privilégio receber este prémio. Fico particularmente honrada quando vejo a lista de anteriores vencedores do prémio, gente que fizer grande diferença na vida das pessoas”, afirmou.

A responsável europeia pelo sector das tecnologias de informação afirmou ser “necessário olhar para aqueles sectores que podem oferecer oportunidades de crescimento e de futuro”.

Segundo Neelia Kroes, um destes sectores é o pelo qual é responsável: o sector das tecnologias de informação, “um sector que tem muito para oferecer”.

A vice-presidente da Comissão Europeia afirmou mesmo que este é um sector que “oferece à Europa uma saída da crise económica” mas, adiantou, “os benefício das novas tecnologias não se restringem à nossa situação económica”.

Neelia Kroes explicou que as novas tecnologias “também podem contribuir para a vida cultural, artística e para a partilha dos valores europeus”.

O galardão hoje atribuído a Neelia Kroes é constituído por uma medalha de ouro comemorativa em forma de concha, imagem do Grupo Compostela, inspirada na simbologia da peregrinação a Santiago de Compostela, e por um prémio monetário, que a galadorada decidiu doar à organização não-governamental “Green Light for Girls”.

“Esta organização existe para promover a ciência, tecnologia, engenharia e matemática para as raparigas de todas as idades”, explicou, justificando o gesto com a necessidade de nos “certificar-mos que não estamos a impedir as mulheres de preencherem todos os seus potenciais em carreiras” no sector das tecnologias.

O Grupo Compostela foi criado em 1993 por iniciativa da Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, com o objetivo de estabelecer uma rede de universidades que permita a cooperação entre as mesmas, preservando a herança histórica e cultural ligada ao Caminho de Santiago.


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