Vacinas em stock permitem alargar prevenção a crianças até 24 meses

Vacinas em stock permitem alargar prevenção a crianças até 24 meses

 

Lusa / AO online   Nacional   14 de Nov de 2009, 12:50

A ministra da Saúde afirmou hoje que Portugal tem vacinas contra a Gripe A (H1N1) em "stock", devendo os pais de crianças saudáveis dos seis aos 24 meses contactar os centros de saúde para saberem quando as podem vacinar.

"Além dos doentes crónicos, dos profissionais de saúde e dos profissionais essenciais para o funcionamento do país, temos também esta possibilidade", disse Ana Jorge, referindo-se a uma nova fase de vacinação, a partir de segunda-feira, que vai incluir as crianças mais novas, cerca de 145.000 em todo o país.

"Todas as outras crianças que que têm doença crónica já estão contempladas, aquilo que acrescentamos agora são as crianças saudáveis", afirmou a ministra à margem de um encontro sobre diabetes, na Universidade Atlântica, em Barcarena.

Os pais devem, porém, telefonar antes de se dirigirem ao centro de saúde para saberem o dia e a hora a que a vacina está disponível.

As vacinas, explicou, chegam em fracos de 10 doses e é necessário organizar a sua aplicação para não haver desperdícios, já que existe um prazo de 24 horas para serem usadas depois de aberta a embalagem.

Até aqui as crianças tinham de levar uma declaração médica a atestar a necessidade da vacina, em função de doença crónica, mas tratando-se de crianças saudáveis basta apenas o Boletim de Nascimento ou a Cédula de Saúde, informou.

Segundo a governante, não há falta de vacinas nas unidades de saúde autorizadas a ministrá-las e todas as que chegaram a Portugal já estão distribuídas pelas administrações regionais e centros de saúde.

As pessoas contempladas no primeiro grupo prioritário ainda não estão todas vacinadas, mas como existem vacinas para administrar e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que as crianças mais pequenas poderiam dar complicações e deveriam ser vacinadas, o Ministério da Saúde decidiu alargar já a medida.

"Contrariamente aquilo que eu própria tinha dito quarta-feira quando fizemos um ponto de situação da vacinação e dado que chegou mais informação da Organização, alertando que as crianças mais pequenas seriam um grupo de complicações e que era importante vacinar e dado termos vacinas em número suficiente para o fazer, vamos a partir de segunda-feira poder vacinar também as crianças com mais de seis meses e menos de 24 meses", justificou.

A ministra desvalorizou os receios de alguns profissionais de saúde sobre a vacina, afirmando que a vacinação tem estado a aumentar neste sector, face a um receio inicial, e que estão a ser realizadas acções de sensibilização para a segurança e importância da vacina.

O Ministério da Saúde tem estado a acompanhar a situação, garantiu: "Penso que esta reacção inicial que houve nos profissionais de saúde, com receio de fazerem a sua vacina, tem vindo a diminuir, estamos a aumentar o número de profissionais a fazer a vacina, a apelar e a trabalhar. Neste momento, há uma série de reuniões programadas a nível de cada uma das regiões com todos os responsáveis pela organização da vacinação, sensibilizando para aquele que é um problema de saúde pública", reiterou.


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